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Revisão do Pentágono sobre Otan prepara opções sobre tropas dos EUA na Europa

UOL Notícias ·
Revisão do Pentágono sobre Otan prepara opções sobre tropas dos EUA na Europa

WASHINGTON, 27 Ago (Reuters) - Uma análise do Pentágono sobre o posicionamento das tropas norte-americanas na Europa apresentará pelo menos quatro conjuntos de opções ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, até 6 de novembro, bem antes do prazo final de dezembro para a conclusão da análise, conforme um ​documento ao qual a Reuters teve acesso.

Os aliados da Otan temem que a revisão ​de seis meses, anunciada em junho, leve a cortes em grande escala nas cerca de 80 mil forças norte-americanas espalhadas pela Europa e penalize os países que, na opinião do presidente Donald Trump, não apoiaram a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Os “Termos de Referência” do Pentágono, que ainda não haviam sido detalhados, explicam as etapas que a ​revisão interna seguirá e alguns dos critérios que serão ⁠utilizados para avaliar as decisões ​dos EUA sobre a localização de bases em toda a Europa.

Uma revelação importante no documento é um plano para que ⁠o general de mais alto escalão dos EUA na Europa participe de uma reunião de ​orientação sobre a decisão com o chefe de política do Pentágono, Elbridge Colby, até 18 de setembro, de acordo com o documento.

Essa reunião será fundamental, segundo o documento, para discutir as opções a serem apresentadas a Hegseth.

Espera-se que Colby converse com ‌os embaixadores da Otan sobre a revisão nesta quinta-feira, na sede ‌da aliança em Bruxelas.

Questionada sobre ​os Termos de Referência, uma autoridade de alto escalão do Pentágono disse que o fato de um leque de opções ser elaborado, em detalhes, ressalta a seriedade do processo.

“Queremos poder discutir os prós e os contras de uma variedade de diferentes níveis ou disposições de força”, disse a autoridade à Reuters.

Não está claro, no entanto, se ‌os detalhes convencerão as autoridades europeias céticas em relação ao processo de revisão. Os europeus afirmam, em particular, estar preocupados com a possibilidade de a decisão de Washington já estar praticamente tomada.

O governo Trump há muito sinaliza que pretende reduzir os recursos militares que dedica à Europa, em meio à expectativa de que os aliados da Otan assumam uma parcela maior do ônus do que têm assumido historicamente.

Trump também se mostrou indignado com o fato de os aliados europeus da Otan terem, há muito tempo, contado com as garantias de segurança dos EUA, ao mesmo tempo em que ofereciam apoio inadequado à guerra contra o Irã. Entre as acusações está o fato de alguns aliados não terem concedido acesso a bases e sobrevoo para aeronaves de guerra dos EUA, ou terem demorado demais para fazer isso.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, demonstrou certa compreensão ‌pela decepção de Trump, mas afirmou que a grande maioria dos europeus tem sido prestativa.

O funcionário do Pentágono disse que o governo Trump deixou claro que “estamos fazendo a transição para fornecer apoio essencial, porém mais limitado, com os aliados assumindo a liderança”.

“O presidente Trump também ​tem se mostrado, com toda razão e de forma clara, frustrado com o comportamento de certos aliados nos últimos meses.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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