BC corta juros em 0,25 ponto pela 5ª vez seguida e Selic recua a 13,75%
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16).
Com isso, a Selic está agora no patamar de 13,75%.
A decisão foi unânime.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado do Copom.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.” Esse é o quinto corte seguido feito pelo colegiado de diretores do BC desde março.
O BC reconhece que o cenário é de riscos “mais elevados que o usual”, com a balança pesando mais para tendência de alta da inflação.
Ainda assim, sinaliza que a continuidade do ciclo de calibração da política monetária fica dependente da evolução do cenário “à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirma o colegiado.
“O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.” O movimento vem alinhado com o consenso do mercado, que passou a reforçar suas apostas de flexibilização de juros após uma série de indicadores mostrarem o efeito da política monetária restritiva na queda da inflação e desaceleração da atividade econômica do país.
Os analistas também projetam que este será o último corte dos juros pelo Copom neste ano, segundo dados do Boletim Focus publicados nesta semana .
As previsões apontam para a retomada do ciclo de flexibilização no ano que vem, com a taxa básica encerrando 2027 em 12%.
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No segundo trimestre de 2026, o país registrou avanço de 0,5% ante os três meses anteriores , uma desaceleração ante a alta de 1,1% apurada entre janeiro e março .
O destaque do indicador foi o consumo das famílias, que caiu 0,4% no período , um reflexo direto dos juros altos.
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