‘Índice do medo’ da B3 dispara 22%, supera 40 pontos e renova recorde; entenda
O chamado “índice do medo” da bolsa brasileira disparou 22% nesta quinta-feira (15) e atingiu 40,67 pontos, estabelecendo uma nova máxima histórica em meio ao aumento das incertezas em torno do segundo turno das eleições presidenciais.
O movimento representa uma forte virada em relação à reação inicial dos investidores ao resultado do primeiro turno.
Em 5 de outubro, primeiro pregão após a votação, o VIX Brasil chegou a despencar 27,7%, aos 23,68 pontos, diante da reação positiva do mercado ao resultado das urnas.
Dez dias depois, o indicador está cerca de 74% acima daquele patamar, refletindo uma nova escalada da expectativa de volatilidade à medida que se aproxima o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O VIX Brasil já havia registrado uma sequência de recordes às vésperas do primeiro turno, alcançando 32,77 pontos em 2 de outubro.
A marca desta quinta-feira supera aquele patamar em cerca de 24%.
Oficialmente chamado de S&P/B3 Ibovespa VIX, o indicador é calculado a partir dos preços das opções sobre o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, e mede a volatilidade esperada pelo mercado para os próximos 30 dias.
Nesta quinta, o Ibovespa recuou 1%, após flertar com a estabilidade durante boa parte do pregão.
Na prática, funciona como uma espécie de termômetro do nervosismo dos investidores: quanto mais elevado, maior é a expectativa de oscilações fortes da bolsa, tanto para cima quanto para baixo.
Segundo a B3, patamares acima dos 30 pontos são geralmente associados a períodos de maior turbulência e incerteza.
A marca dos 40 pontos, portanto, evidencia a intensidade das oscilações que os investidores passaram a projetar para as próximas semanas.
O indicador, porém, não aponta a direção esperada para a bolsa.
Um VIX elevado não significa necessariamente que o Ibovespa vá cair, mas que o mercado está precificando movimentos mais intensos dos preços dos ativos.
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