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Economia

Atendente grávida obrigada a vomitar no lixo: TST condena Vivo em R$ 30 mil

UOL Economia ·
Atendente grávida obrigada a vomitar no lixo: TST condena Vivo em R$ 30 mil

A Vivo e uma empresa terceirizada de telemarketing, a Vikstar Contact Center, foram condenadas a pagar R$ 30 mil de indenização a uma operadora que, durante a gravidez, teria sido obrigada a vomitar em uma lata de lixo no posto de trabalho para não interromper o atendimento aos clientes.

De forma unânime, a sétima turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), terceira e última instância da Justiça trabalhista, alterou uma decisão de segundo grau que havia fixado em R$ 5 mil o valor da reparação por danos morais. O acórdão foi oficialmente registrado no começo do mês, mas só tornado público agora.

Segundo a relatora do caso, "a conduta patronal revela contornos de perversidade, em que a integridade física e psíquica da trabalhadora gestante foi integralmente sacrificada em benefício das métricas de produtividade do sistema de atendimento".

As empresas ainda podem apresentar embargos ao próprio TST e entrar com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal.

A Telefônica Brasil, que opera no país sob a marca Vivo, foi condenada pela Justiça do Trabalho de forma subsidiária — quando o tomador final de um serviço é responsabilizado pela conduta de um fornecedor.

Em nota à coluna, a empresa diz que "repudia veementemente todo e qualquer ato de violação de direitos dos trabalhadores e lamenta o ocorrido com a autora da ação, funcionária da Vikstar, empresa que à época prestava serviços à Vivo".

Ainda segundo o posicionamento, a Vivo diz não manter nenhum contrato de prestação de serviços com a Vikstar "há mais de cinco anos".

A coluna tentou contato com a Vikstar por meio de telefone, redes sociais e sua defesa, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

A operadora de telemarketing trabalhou na Vikstar entre junho de 2018 e fevereiro de 2019.

Segundo a ação, a funcionária relatou que precisava de autorização de um supervisor para usar o banheiro e que as pausas não poderiam ultrapassar cinco minutos.

Durante a gestação, porém, os enjoos fizeram com que ela precisasse ir mais vezes ao sanitário e, em algumas ocasiões, demorasse mais do que o permitido — o que teria gerado ameaças de desconto no salário por "abandono do posto".

Em certa ocasião, o supervisor teria levado uma lata de lixo para que a operadora pudesse vomitar no próprio posto de trabalho e não deixasse de atender aos clientes da Telefônica. De acordo com os autos, o episódio foi testemunhado por uma colega.

Demitida durante a gravidez, a funcionária chegou a ser reintegrada ao emprego, após mover o processo na Justiça do Trabalho .

Em sua defesa, as empresas alegaram que só tomaram conhecimento da gravidez por meio da ação trabalhista. Também negaram o controle do uso do banheiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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