Palmeiras vai ter de abrir detalhes da venda de Allan ao City em processo que interessa ao Athletico
O Palmeiras vai ter de apresentar nos próximos dez dias à Justiça de São Paulo os contratos que dão ao Figueirense parte da venda de Allan ao Manchester City, num processo que interessa ao Athletico Paranaense.
O jogador foi negociado com o futebol inglês em agosto, por cerca de R$ 210 milhões.
O Figueirense tem direito a receber 10% disso, o equivalente a R$ 21 milhões, mais ou menos.
No entanto, três credores estão disputando esse montante, entre eles o Furacão.
O que acontecer é que o Athletico ganhou dos catarinenses os recebíveis de Allan como garantia de uma dívida de R$ 7,4 milhões.
O acordo foi firmado em abril e o contrato foi registrado em julho.
No entanto, a M&F Investimentos também está atrás do dinheiro.
Isso porque, em 2018, o fundo Sport Partners emprestou R$ 3 milhões à Figueirense Ltda e, em garantia, recebeu todas as receitas do futebol do clube, inclusive venda de atletas.
O empréstimo, porém, não foi pago e em 2022 o crédito foi vendido à M&F, que agora cobra R$ 36,6 milhões da SAF do Figueirense.
Em junho último, inclusive, o Tribunal de Justiça de São Paulo já incluiu a associação e a SAF como devedoras, apontando que a nova gestão do clube catarinense herdou a garantia dada em 2018.
Já em agosto, um dia depois do Palmeiras aceitar a proposta do City por Allan, a M&F conseguiu penhorar a parte do Figueirense na venda.
Essa penhora, no entanto, ocorreu após o Furacão registrar o contrato que lhe daria direito aos recebíveis do jogador.
Além disso, credores trabalhistas com R$ 41,9 milhões a receber também pleiteiam o valor da venda do jovem atacante.
Por ora, os valores a serem recebidos pela venda de Allan estão sento retidos pelo Palmeiras, sem pagar a ninguém por força de penhora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.