Quando o rio avisa: o desafio de antecipar os impactos da vazante no Amazonas
Período da seca costuma afetar a logística do transporte de produtos feitos na Zona Franca de Manaus.
Alexandro Pereira/Rede Amazônica Dizer que a vazante exige planejamento não é novidade no Amazonas.
O assunto reaparece todos os anos, especialmente depois das secas severas de 2023 e 2024, que interromperam rotas, isolaram comunidades, elevaram custos e afetaram o abastecimento e a produção industrial.
A questão mais importante, portanto, não é descobrir que os rios descem.
É compreender como uma situação conhecida, monitorada e, em alguma medida, previsível pode ser enfrentada com mais coordenação, reduzindo incertezas sobre a logística regional e seus efeitos sobre a economia e a população.
O rio ainda está em condição normal, mas o alerta já foi dado 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Antes mesmo de a vazante provocar uma restrição crítica à navegação, quatro grandes armadores divulgaram comunicados sobre possíveis sobretaxas para cargas com origem ou destino em Manaus.
Maersk, Mediterranean Shipping Company (MSC), CMA CGM e Hapag-Lloyd apresentaram valores, critérios e datas de referência diferentes para setembro e outubro.
Os comunicados não significam que as tarifas já estejam sendo efetivamente cobradas.
Eles informam valores e datas futuras, relacionados às projeções de redução da navegabilidade e sujeitos às condições apresentadas pelas empresas e às regras estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
No caso da Maersk, a companhia afirma que sua comunicação tem caráter de planejamento e informação e que a sobretaxa somente será aplicada caso as restrições previstas se materializem e produzam impactos operacionais que exijam medidas extraordinárias.
A empresa informou o valor de US$ 1.228 por contêiner seco, com datas de referência diferentes conforme a origem das cargas.
A MSC comunicou uma Low Water Surcharge (LWS) de US$ 1.400 por contêiner seco e US$ 1.900 por contêiner refrigerado para embarques destinados a Manaus, com início escalonado previsto a partir de setembro, conforme a origem das cargas.
A CMA CGM informou uma LWS de US$ 753 por TEU, - unidade equivalente a um contêiner de 20 pés -, com aplicação prevista a partir de setembro para cargas de mercados internacionais destinadas a Manaus e de outubro para embarques da capital amazonense ao exterior.
A companhia informou que continuará acompanhando as condições do rio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.