Megaestudo analisa impacto da prática da gratidão em 34 países
Segundo pesquisador, a investigação se insere no contexto da discussão sobre por que, do ponto de vista evolutivo, as pessoas sentem gratidão ( imagem: Shutterstock )
Pesquisa internacional com mais de 10 mil voluntários testou seis intervenções para induzir o sentimento de apreço e reciprocidade. Resultados mostram benefícios, como aumento do otimismo e redução da inveja, mas efeitos variaram entre as nações
Pesquisa internacional com mais de 10 mil voluntários testou seis intervenções para induzir o sentimento de apreço e reciprocidade. Resultados mostram benefícios, como aumento do otimismo e redução da inveja, mas efeitos variaram entre as nações
Segundo pesquisador, a investigação se insere no contexto da discussão sobre por que, do ponto de vista evolutivo, as pessoas sentem gratidão ( imagem: Shutterstock )
Frances Jones | Agência FAPESP – Práticas para induzir o sentimento de gratidão – como enviar uma mensagem de apreço a alguém ou fazer uma lista de itens pelos quais se é grato – trazem benefícios reais para o humor e as relações sociais. Entre os efeitos positivos estão o aumento do otimismo e a redução do sentimento de inveja. Contudo, o impacto varia significativamente dependendo da cultura do país e do tipo de intervenção adotada. É o que revela um estudo global com mais de 10 mil participantes em 34 países, publicado em maio na revista científica PNAS , da Academia de Ciências dos Estados Unidos. No Brasil, o projeto contou com a participação de 598 voluntários, que responderam às propostas de intervenção via ferramenta on-line.
Das seis estratégias testadas nos diversos países, a que mais teve efeito foi a que sugeria que a pessoa escrevesse e enviasse uma mensagem para alguém a quem era grata. Por outro lado, a intervenção que apresentou o menor impacto foi a que costuma ser mais popular: simplesmente fazer uma lista de cinco coisas pelas quais se é grato. As outras propostas foram: escrever uma carta a uma pessoa a quem se é grato, mas não enviar; fazer a chamada reflexão de Naikan (escrever sobre três coisas ocorridas na semana anterior, refletindo sobre o que você recebeu, o que você deu e o que mais você poderia fazer para ajudar); pensar e escrever sobre cinco coisas ocorridas no dia anterior sobre as quais se é grato e, em seguida, imaginar como seria a sua vida sem isso; escrever uma carta a Deus, a uma força superior ou a algum tipo de entidade espiritual reconhecendo o que lhe foi dado.
“Um dos principais resultados a que chegamos é que, no geral, todas as intervenções propostas funcionaram”, comenta o psicólogo Paulo Sérgio Boggio , professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurociência Social e Afetiva (INCT-Sani). Segundo ele, porém, o maior efeito se deu quando a conexão social explicitamente entrou em jogo. “A questão da conexão social é central.”
Boggio e sua antiga orientanda Beatriz Bezerra de Souza , que teve apoio da FAPESP no mestrado, são os dois coautores brasileiros do artigo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.