Entenda investigação sobre mortes de elefantas em santuário que recebeu Sandro em MT
Elefante Sandro chega ao santuário em Mato Grosso A chegada do elefante Sandro, de 54 anos, ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (18), voltou a atenção para as investigações envolvendo o local, iniciadas após as mortes de duas elefantas africanas no fim de 2025.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou ao g1 nesta sexta-feira que a investigação sobre as mortes de Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, ainda está em andamento.
A apuração começou em dezembro de 2025.
Na ocasião, o Ibama realizou uma fiscalização no santuário e informou ter encontrado estruturas consideradas adequadas, além de profissionais habilitados, como biólogos e veterinários.
Segundo o instituto, muitos dos animais recebidos pelo santuário são idosos, passaram anos em circos ou outros tipos de cativeiro e possuem histórico de saúde delicado.
Por isso, as condições anteriores de cada elefante também precisam ser consideradas na investigação das mortes.
Pupy morreu após colapsar repentinamente e Kenya morreu quatro dias depois de ser diagnosticada com problemas respiratórios e dores nas articulações.
Pupy e Kenya SEB A investigação levou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) a suspender, de forma cautelar, a autorização para que o santuário recebesse novos animais.
A licença, no entanto, foi restabelecida em fevereiro deste ano, depois que autoridades sanitárias de Mato Grosso concluíram que não havia risco à saúde dos elefantes e permitiram novamente a chegada de animais ao local.
De acordo com o Ibama, a atualização mais recente do caso é de janeiro deste ano, quando o santuário apresentou documentos ao instituto sobre os protocolos de manejo, assistência veterinária e medidas sanitárias adotados no local.
A documentação detalhou, entre outras medidas, procedimentos de quarentena e desinfecção.
Segundo o Ibama, as análises ambientais apresentadas não detectaram um grupo de bactérias chamado Mycobacterium do complexo tuberculosis nas amostras avaliadas.
O resultado, porém, ainda não permite concluir o que provocou as mortes de Kenya e Pupy.
Isso porque, de acordo com o instituto, os laudos de necropsia das duas elefantas ainda não estavam concluídos na documentação analisada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.