Mãe, guarda-vidas e dono de parque aquático são denunciados por morte de menino que se afogou em piscina em Olinda
Quatro são denunciados por morte de menino afogado em parque de Olinda O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou quatro pessoas pela morte de Bryan Henrique de Souza Barros, de 7 anos, que se afogou em uma piscina do parque aquático Olinda Via Park, em Olinda, no dia 25 de julho.
Entre os acusados está a mãe da criança, que foi denunciada por abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte.
A denúncia foi apresentada à Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda e aponta responsabilidades diferentes para o proprietário do estabelecimento, duas guarda-vidas e a mãe da criança. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Os denunciados foram os seguintes: Tony Hsu Chuncki: proprietário e administrador do parque denunciado por homicídio qualificado pela asfixia, na modalidade de dolo eventual; Chaiane Kelli Gomes da Silva e Clarice Daniely Alves da Silva: guarda-vidas denunciadas por homicídio culposo por omissão imprópria, com inobservância de regra técnica de profissão; Emylly Vitória de Souza Pereira: mãe de Bryan, denunciada por abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte.
Bryan Henrique de Souza de Barros, de 7 anos, morreu após se afogar em piscina de parque aquático em Olinda Reprodução/WhatsApp LEIA TAMBÉM: 'Houve negligência', diz parente de menino que morreu em parque aquático Bryan Henrique estava no parque aquático com a mãe e havia outras crianças na piscina.
Conforme a denúncia, a mãe de Bryan, Emylly Vitória de Souza Pereira, teria permitido que o menino entrasse na piscina infantil sem equipamento de flutuação, mesmo sabendo que ele não sabia nadar e tinha medo de ambientes aquáticos.
Ainda conforme o documento, ela estava acompanhada de amigos, tinha bebido e deixou Bryan sozinho na água por volta das 15h30, enquanto ia ao banheiro na parte superior do estabelecimento.
Ela permaneceu fora do local por volta de seis minutos e, conforme o MPPE, não tinha pedido a outra pessoa para acompanhá-lo, nem pedido que o menino deixasse a piscina.
Para a 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Olinda, essa conduta configurou abandono de incapaz com resultado morte.
A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito sobre o caso e encaminhou o procedimento ao MPPE com o indiciamento das quatro pessoas.
A corporação afirma que as responsabilidades foram individualizadas.
A denúncia do MPPE é uma acusação formal e, se for aceita pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os denunciados ainda terão direito à defesa.
O g1 tentou, mas não conseguiu contato com os acusados.
Dinâmica dos fatos De acordo com a denúncia, Bryan entrou na piscina por volta das 15h30.
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