Flávio Bolsonaro tenta barrar fim da escala 6×1 por medo de “contaminação eleitoral” pró-Lula, diz coordenador
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) expressou a uma plateia de empresários e agentes do sistema financeiro, em evento do banco BTG Pactual, os motivos do levante da bancada bolsonarista, que tenta barrar a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1, que está na pauta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que acontece nesta quarta-feira (2).
Flávio Bolsonaro interrompeu a campanha presidencial nessa terça-feira (1º) para comandar a estratégia da oposição para evitar que a proposta seja aprovada em plenário.
Por se tratar de uma PEC, a matéria seria promulgada no próprio Senado com a aprovação, sem precisar da sanção presidencial.
Após encontro com Davi Alcolumbre (União-AP), Lula afirmou que o fim da escala 6×1 será aprovada “nessa semana”.
Na sabatina promovida pelo BTG, Marinho afirma que a PEC deve passar na CCJ, defende que a votação em plenário aconteça somente depois de outubro, quando já estará definido quem será o próximo Presidente da República.
“Eu acredito que vai ser [aprovado] só na CCJ.
Espero sinceramente que seja um projeto que possa ser votado após as eleições sem a contaminação do processo eleitoral”, afirmou.
Na prática, a bancada comandada por Flávio Bolsonaro deve apresentar emendas para mudanças no texto, relatado por Omar Aziz (PSD-AM), que manteve a proposta aprovada pela Câmara.
Caso a CCJ do Senado inclua as alterações, a PEC teria que voltar a ser votada pelos deputados.
No evento do banco, Marinho diz que “nós temos vários senadores que são candidatos à reeleição e que certamente na hora de votar vão levar muito mais em consideração a questão das eleições”.
A PEC do fim da escala 6×1 tem apoio de 73% dos brasileiros, segundo pesquisa Nexus e enfrenta a resistência do sistema financeiro e do empresariado, que lançaram a campanha “Agora, não “, em linha com a campanha de Flávio Bolsonaro.
“O Lula não tem feito segredos que ele precisa se reconectar com eh com a sociedade”, disse Marinho, sinalizando o receio de que a “contaminação eleitoral” beneficie o presidente.
Segundo ele, o projeto pode ser “a bala de prata” que pode definir a eleição.
“Ele está buscando essa bala de prata, mas eu acredito que não acontecerá”.
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