Reuniões em excesso matam a produtividade
Sempre associamos produtividade à ocupação.
Quanto mais cheia a agenda, maior a importância daquele profissional.
Reuniões improdutivas sucessivas, notificações constantes, mensagens respondidas imediatamente e uma disponibilidade quase permanente passaram a ser interpretadas como sinais de comprometimento.
Aos poucos, criamos uma lógica curiosa: passamos a valorizar tanto a coordenação do trabalho que esquecemos de proteger o próprio trabalho.
O problema é que isso tem gerado um fenômeno curioso, profissionais criando reuniões fictícias na própria agenda apenas para conseguirem trabalhar e isso é muito preocupante, não pela estratégia encontrada, mas pelo que ela revela sobre a forma como muitas organizações passaram a funcionar.
A cultura da interrupção e a produtividade Quando alguém precisa bloquear um horário simulando uma reunião para conseguir executar as atividades pelas quais foi contratado, o problema dificilmente está na agenda, está na cultura.
Essa inversão acontece de maneira silenciosa, afinal ninguém acorda decidido a construir uma empresa onde as pessoas não consigam produzir.
Mas o discurso de que precisamos acompanhar em tempo quase que real os projetos, alinhar equipes, compartilhar informações e tomar decisões coletivas criou uma necessidade de reuniões constantes de acompanhamento.
São pequenas pausas, mas que somadas transformam o dia em uma sequência interminável de fragmentos de atenção.
Existe uma diferença importante entre colaboração e interrupção permanente, reuniões produtivas fortalecem o resultado coletivo.
Reuniões improdutivas para validar check lists impedem que qualquer pessoa permaneça tempo suficiente concentrada para resolver problemas complexos, criar soluções ou simplesmente concluir aquilo que começou.
Não é por acaso que tantos profissionais terminam o expediente com a sensação de terem trabalhado o dia inteiro sem conseguir realizar o que realmente precisava ser feito.
O impacto das interrupções no cérebro O problema é que o cérebro humano necessita de períodos contínuos de concentração para realizar atividades que exigem raciocínio, criatividade e tomada de decisão e quando somos interrompidos repetidamente, não perdemos apenas alguns minutos, perdemos o contexto, o ritmo e a qualidade do pensamento.
Resse estado de concentração leva tempo, energia e um esforço cognitivo que raramente aparece nos indicadores da empresa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.