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Economia

PL deve liberar bancada em votação da proposta sobre fim da 6×1 no Senado, diz líder

InfoMoney ·
PL deve liberar bancada em votação da proposta sobre fim da 6×1 no Senado, diz líder

O PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência, deve liberar a bancada na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala seis por um, segundo o senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco de oposição da Casa.

O parlamentar afirmou que, embora a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro prefira abstenção, a maioria dos parlamentares avalia que é preciso se posicionar em relação à proposta.

A estratégia deve ser definida em um almoço de integrantes da oposição ao governo, na quarta-feira.

O texto substitui a jornada de seis de dias de trabalho e um de folga por semana por uma carga horária de cinco de dias e dois de descanso.

Flávio tem se posicionado contra a PEC.

Ele defende um regime mais flexível, em que trabalhadores possam negociar a jornada com empregadores, conforme propôs o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Leia também Lula ou Flávio: como a eleição brasileira pode redesenhar a América Latina Continente vive ascensão de programas políticas de direita e modula política externa à Casa Branca Flávio Bolsonaro comemora decisão de Moraes e deve visitar o pai nesta terça (13) Flávio foi proibido de ver seu pai, que cumpre prisão domiciliar, após ter vazado uma carta de cunho político escrita por Jair Bolsonaro — A PEC é um carro desgovernado, eleitoreiro descendo ladeira abaixo, supostamente dirigido por (Davi) Alcolumbre e Lula — disse o líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). — O posicionamento de Rogério Marinho é pela abstenção, mas a maioria da bancada avalia que os senadores devem se posicionar — afirmou Fagundes, líder do bloco.

A PEC é o único item da pauta do plenário do Senado nesta semana.

Estão previstas duas sessões de debate sobre o tema na terça e na quarta-feira e, em seguida, a proposta poderá ser votada em primeiro turno, conforme já anunciou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O governo tem pressa e busca aprovar a PEC, bandeira eleitoral do presidente Lula, em primeiro e segundo turno antes do desfecho da campanha, em 25 de outubro.

Para acelerar a votação da proposta, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) deverá apresentar até quarta-feira um requerimento de calendário especial para quebra de interstício.

O regimento exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação.

Foram realizadas três sessões na semana passada.

Se a PEC for aprovada, há um intervalo de cinco dias úteis e mais três sessões antes do segundo turno.

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