MP pede prisão de dirigente do Corinthians antes de jogo com Vitória
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo materiais esportivos.
A solicitação é mais um capítulo da crise administrativa que vive o Timão, que enfrenta o Esporte Clube Vitória na segunda-feira, 19.O pedido foi apresentado na sexta-feira, 16, após o desligamento de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e testemunha da acusação.A Promotoria considera que a demissão de Munhoes pode representar uma tentativa de intimidar testemunhas e interferir no andamento do processo, visto que o ex-diretor teria contribuído com informações técnicas para a investigação, que apura possíveis desvios de uniformes e outros produtos esportivos.
Em manifestação encaminhada à 25ª Vara Criminal da Barra Funda, o promotor Cássio Roberto Conserino argumentou que o afastamento ocorreu próximo à audiência de instrução do caso, marcada para 10 de novembro.O Ministério Público também abriu um novo procedimento para investigar as circunstâncias da demissão e uma eventual participação de Armando ou de outras pessoas no episódio.Defesa contesta pedido do Ministério PúblicoA defesa de Armando Mendonça negou qualquer participação do dirigente na saída de Marcelo Munhoes e pediu à Justiça que rejeite a solicitação de prisão preventiva, assim como as medidas cautelares alternativas.Segundo os advogados, a decisão de afastar o ex-diretor foi tomada exclusivamente pelo presidente do Corinthians, Osmar Stabile, que teria agido dentro de suas atribuições.
A defesa também destacou que Munhoes passou a integrar uma chapa de oposição para as eleições do clube, previstas para 28 de novembro, e argumentou que o desligamento pode estar relacionado a questões políticas.Em nota, os representantes de Armando classificaram o pedido do MP como abusivo e questionaram a imparcialidade do promotor responsável pelo caso.
A defesa afirmou confiar na Justiça e sustentou que não existem provas de envolvimento do vice-presidente na demissão.Entenda o casoArmando Mendonça responde a uma ação penal relacionada a supostas irregularidades na distribuição de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao Corinthians.
O dirigente se tornou réu em junho deste ano, após denúncia do Ministério Público por suspeitas de apropriação indébita, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo.De acordo com a acusação, uma auditoria interna do clube identificou a retirada de 131 itens esportivos atribuídos ao dirigente.
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