Quem responde primeiro ao pedido de ajuda de seu filho?
Um adolescente fecha a porta do quarto, abre o celular e conta a um chatbot aquilo que não conseguiu dizer aos pais.
A resposta chega imediatamente, sem pressa, censura aparente ou mudança de assunto.
Para quem está angustiado, pouco importa que as palavras tenham sido selecionadas por cálculos estatísticos ou que a conversa alimente os bancos de dados de uma empresa.
Naquele instante, o algoritmo encontrou dentro da casa um lugar que permanecia vazio.
Os números dão contornos precisos ao problema.
Pesquisa do Pew Research Center, realizada entre 25 de setembro e 9 de outubro de 2025 com 1.458 adolescentes norte-americanos de 13 a 17 anos, constatou que 64% utilizavam chatbots de inteligência artificial.
Cerca de três em cada dez recorriam a eles diariamente.
Entre os entrevistados, 57% buscavam informações, 54% pediam ajuda nas tarefas escolares, 16% mantinham conversas casuais e 12% procuravam apoio emocional ou conselhos.
A mesma pesquisa ouviu os pais.
Apenas 51% sabiam que seus filhos adolescentes utilizavam chatbots; 30% desconheciam se isso acontecia.
Quatro em cada dez admitiram nunca ter conversado com os filhos sobre inteligência artificial.
A diferença entre as respostas mostra que a tecnologia avançou pelos quartos e celulares enquanto boa parte das famílias ainda tentava entender o que estava acontecendo.
O algoritmo escuta Entre 3 e 5 de junho de 2026, a Space42 Arena, em Abu Dhabi, recebeu a Terceira Conferência Internacional de Diálogo das Civilizações e Tolerância.
Promovido pelo Emirates Scholar Center for Research and Studies e pela Abrahamic Family House, o encontro adotou como tema “O impacto das novas mídias e da inteligência artificial sobre a família e a comunidade”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.