Incêndio em balsa nas Filipinas deixa dezenas de mortos e governo amplia buscas por desaparecidos
O número de mortos no incêndio da balsa M/V June Aster, nas Filipinas, subiu para 76 neste sábado (12), após equipes encontrarem mais 41 corpos no casco carbonizado da embarcação. Uma dúzia de pessoas segue desaparecida. O barco, que seguia para Coron, em Palawan, foi tomado pelas chamas após uma explosão na área da carga. As autoridades iniciaram a identificação das vítimas por meio de objetos pessoais e exames de DNA, enquanto familiares aguardam notícias no porto de Coron.
O balanço anterior apontava 35 vítimas. A embarcação, que seguia para Coron, destino turístico da ilha de Palawan, pegou fogo após uma explosão na área da carga e foi tomada pelas chamas em poucos segundos, segundo autoridades locais. Uma dúzia de pessoas continua desaparecida, enquanto famílias tentam identificar objetos pessoais recolhidos no navio.
O avanço das buscas ocorreu ao longo deste sábado, quando equipes dos guarda-costas retornaram ao interior do ferry encalhado em um pequena ilha próxima a Coron. O comodoro Geronimo Tuvilla afirmou que novos corpos foram localizados na área destinada à classe econômica, onde muitos passageiros ficaram presos após a explosão. As autoridades ainda não informaram quantos corpos permanecem a bordo.
Os restos mortais estão sendo levados ao porto de Coron, onde serão identificados. A porta-voz dos guarda-costas, Noemie Cayabyab, explicou que o transporte inicial foi limitado a 30 corpos devido à capacidade do navio de patrulha. Cinco mortes haviam sido confirmadas logo após o incêndio, ocorrido na sexta-feira (11). Trinta passageiros e 13 tripulantes foram resgatados com vida.
A porta-voz oficial, Kristine Ablana, afirmou que os corpos serão enterrados provisoriamente até a conclusão das análises de DNA. Antes disso, as famílias serão convidadas a reconhecer objetos pessoais recolhidos na balsa. “Se alguém identificar uma foto ou algum item, será solicitado um exame de DNA”, disse Ablana.
Perto da área onde os corpos são desembarcados, familiares aguardam notícias. Josenit Mayo, 40, contou que sua filha estava no barco voltando de Manila para visitar a família. “Ela me disse: ‘Mãe, quero voltar para casa, sinto falta dos meus irmãos’”, relatou Mayo, chorando. Segundo ela, a jovem insistiu na viagem porque se sentia sozinha na capital.
Myra Cabilan viajou de avião até Coron para procurar o irmão desaparecido, Rammel Gonzaga, 40, que embarcou em Manila para uma viagem de trabalho com o cunhado. “A esposa dele deu à luz há um mês. Ele estava tão feliz com a filha”, disse Cabilan. “Ao amanhecer, eu ainda acreditava que ele tinha sobrevivido. Mas continua desaparecido. Perdi toda esperança.”
Nas redes sociais, centenas de pessoas publicaram mensagens na página de um prefeito local pedindo informações sobre parentes, amigos e até um cachorro que estava a bordo. A mobilização reflete o impacto da tragédia em um país onde o transporte marítimo é amplamente utilizado e historicamente marcado por acidentes graves.
Segundo Cayabyab, a explosão ocorreu na área da carga e espalhou fogo por todo o navio “em poucos segundos”. O M/V June Aster, que transportava passageiros e mercadorias, ficou completamente destruído.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.