Velório de Benito Di Paula será aberto ao público no Theatro Municipal de SP
Cantor e compositor Benito di Paula morre, aos 84 anos, em São Paulo O velório do cantor e compositor Benito Di Paula, que morreu no domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo, será realizado no Theatro Municipal, no Centro da capital.
A cerimônia será aberta ao público para que fãs, amigos e admiradores possam prestar as últimas homenagens ao músico.
A informação foi confirmada ao g1 pela assessoria de imprensa do artista.
A data e os horários exatos de início e sepultamento serão divulgados em breve pela família, que, segundo a equipe, está muito abalada.
Ao longo de décadas de carreira, o artista fluminense construiu uma relação profunda e de apego afetivo com a cidade de São Paulo, passando por diferentes bairros da capital.
Nos anos 1970, no auge de sucessos como "Retalhos de Cetim" e "Charlie Brown", Benito viveu no Sumaré, na Zona Oeste.
Mais tarde, estabeleceu-se no Morumbi, na Zona Sul, local onde morou por anos e que tinha como um de seus endereços favoritos na cidade.
De acordo com sua assessoria, o cantor precisou deixar a residência do Morumbi após o imóvel ser desapropriado por conta do avanço de obras de expansão do sistema de transporte metroviário da capital.
Após deixar a casa, Benito se mudou para os Jardins, onde passou a viver.
Histórico com obras e ligação com a capital Essa não foi a única vez em que o patrimônio e a história de Benito Di Paula se cruzaram com obras de infraestrutura em São Paulo.
Em setembro de 2013, o artista e vizinhos da Zona Leste protestaram contra notificações de desapropriação expedidas pelo Metrô para a implantação da Linha 15-Prata (Monotrilho) em Cidade Tiradentes.
Na época, Benito mantinha há mais de 30 anos um sítio na região, onde plantava árvores, mantinha um estúdio e compunha parte de suas músicas.
A presença de Benito nos palcos paulistanos também marcou o ciclo final de sua trajetória artística.
Uma de suas apresentações mais marcantes e recentes em São Paulo aconteceu ao lado do filho, o músico Rodrigo Vellozo, e com a participação especial do cantor Zeca Baleiro, celebrando seu cancioneiro e o piano que virou sua marca registrada no samba paulista e nacional.
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