Carro do deputado do PL preso por disparar arma em balada de SP tinha placa oficial da Alesp que não consta no registro do Poder Legislativo
O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi preso ao disparar arma de fogo dentro de uma balada e apresentar sinais de embriaguez.
Reprodução/TV Globo Preso na madrugada desta segunda-feira (19) por disparar uma arma em uma balada no bairro do Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) dirigia um carro com placa da Assembleia Legislativa (Alesp) que não está registrado no site do Poder Legislativo paulista.
O site da Alesp mostra que a placa que ele usava em um veículo BYD preto, mas a mesma aparece como registrada em um veículo Corolla Toyota, oficial da casa e pago com dinheiro público.
Em nota, a Alesp informou que “o veículo apontado pela reportagem não faz parte da frota oficial e que a Casa acompanha o caso”, abrindo uma apuração interna.
"A Assembleia Legislativa de São Paulo manifesta preocupação com as informações divulgadas sobre a ocorrência envolvendo o deputado estadual Marcelo Aguiar, na madrugada desta segunda-feira.
O caso já está em investigação pelas autoridades policiais competentes.
No âmbito administrativo, a Casa abriu uma apuração interna, por conta das placas oficiais encontradas em veículo que não faz parte da frota", disse a Alesp.
O site da transparência do Poder Legislativo aponta que a casa tem apenas dois modelos de carro oficiais por contrato: o Corolla Toyota e Fiat FastBack.
Deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) é preso após arma disparar em bar de São Paulo LEIA MAIS: Deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) é detido em São Paulo após disparar arma em balada, dizem testemunhas PERFIL: Cantor sertanejo gospel e tatuagem na mão escrito 'Deus': quem é o deputado estadual preso por disparar arma em SP e aparentar embriaguez Segundo o que o g1 apurou, um deputado estadual pode usar a sua verba de gabinete para alugar um carro fora do contrato da casa.
Porém, para usar a placa oficial, ele tem que devolver o carro do contrato oficial e registrar o novo veículo no sistema da assembleia.
E o modelo BYD preto em que Marcelo Aguiar usava não consta oficialmente registrado na Alesp (veja aqui).
Segundo o Código Penal Brasileiro, andar com placa falsa (seja de representação do Poder Legislativo ou qualquer outra) configura o crime de adulteração de sinal identificador de veículo.
A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa.
Apesar do crime, o boletim de ocorrência do caso não registra oficialmente a descoberta do carro com placa falsa da Assembleia Legislativa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.