IPCA dispara 0,82% em setembro e fica acima do esperado, com alta da energia
IPCA dispara 0,82% em setembro e fica acima do esperado, com alta da energia A inflação oficial do Brasil voltou a acelerar em setembro.
De acordo com números divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve alta de 0,82% no mês, ficando acima do piso projetado pelo mercado financeiro.
Os analistas consultados pela Reuters esperavam um avanço mensal do IPCA de 0,73%, com a taxa acumulada em 12 meses estimada em 4,50%.
O número real, no entanto, superou essa marca: a inflação em 12 meses chegou a 4,58%.
Um dado chamou atenção na leitura do IBGE: nenhum dos nove grupos pesquisados teve recuo em setembro.
Todos registraram variação positiva.
Habitação liderou o ranking, com alta de 2,31% e contribuição de 0,35 ponto percentual para o índice geral, seguido por Transportes (0,89%) e por Alimentação e Bebidas (0,83%).
Energia elétrica puxa a alta do IPCA do mês O encarecimento da energia elétrica residencial foi o item que mais pesou no resultado de setembro.
O motivo foi o encerramento do Bônus de Itaipu, benefício que havia reduzido as contas de luz em agosto.
Sem esse desconto, a conta de energia subiu 7,98% no mês, respondendo sozinha por 0,32 ponto percentual do IPCA.
A cobrança extra da bandeira tarifária amarela também continuou valendo em setembro, adicionando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Reajustes tarifários pontuais em capitais também influenciaram o resultado nacional.
Belém teve reajuste de 6,63% (impacto local de 7,05%), em vigor desde 18 de setembro.
São Luís aplicou alta de 5,42% (variação local de 12,84%) a partir de 28 de agosto.
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