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A jornada de um palestino-americano até a Cisjordânia sob cerco dos colonos

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A jornada de um palestino-americano até a Cisjordânia sob cerco dos colonos

QUSRA, Cisjordânia, 17 Ago (Reuters) - Ele acompanhava, a milhares de quilômetros de distância, pelas imagens de uma câmera de segurança, quando colonos israelenses militantes cercavam sua casa na Cisjordânia, ​temendo perder para sempre seu lar em meio às ​crescentes capturas de propriedades palestinas por parte de Israel no território ocupado.

Loui Ridi, um palestino-americano que mora em Toledo, Ohio, é proprietário de uma das três casas que estão sob cerco de colonos israelenses há quase uma semana ​na aldeia de Qusra, na ⁠Cisjordânia ocupada -- caso ​que gerou condenação por parte dos EUA.

Depois de assistir ansiosamente, dos EUA, por ⁠sete noites sem dormir, o homem de 46 anos, ​que cresceu em Qusra antes de emigrar, decidiu embarcar em um voo de Detroit com destino ao Oriente Médio e tentar visitar sua casa nesta segunda-feira.

“Não posso deixar que ‌os colonos roubem minha casa enquanto eu ‌fico assistindo”, disse ​ele à Reuters ao chegar ao aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

A Reuters documentou a jornada de Ridi do aeroporto de Detroit até sua casa nos arredores de Qusra, uma pequena vila em uma ‌região da Cisjordânia que tem sofrido frequentes ataques de colonos e tomadas de terras.

Enquanto Ridi subia por uma estrada sinuosa e rochosa em direção à sua casa, situada no topo de uma colina, era possível ver colonos circulando à distância e militares israelenses patrulhando a área.

Acompanhado por diversos jornalistas, Ridi esperou a 100 metros da entrada de sua casa por cerca de meia hora, até que um veículo militar escoltasse o grupo através de um grande portão de concreto.

Ridi começou a construção da casa há três anos, em um terreno ‌que pertencia aos seus avós, cultivado por sua família há gerações. Ele revelou o desejo de que suas filhas tivessem um lar em Qusra para se conectarem com suas ​raízes.

Ele entrou na casa por volta das 19h, com o pôr do sol lançando um brilho roxo no horizonte. Ridi subiu no telhado e hasteou ‌uma bandeira norte-americana.

Segundo ele, sua casa fica em uma área colocada sob o controle da Autoridade Palestina pelos acordos de paz israelo-palestinos da década de 1990.

O ‌irmão de Ridi, Qusay, e um sobrinho ‌têm permanecido na casa para protegê-la, mesmo sem água encanada e eletricidade --os colonos cortaram o abastecimento, segundo moradores da cidade.

A violência por parte ⁠de colonos judeus na Cisjordânia ocupada vem aumentando, e alguns deles sentem-se encorajados pelo governo do primeiro-ministro de direita Benjamin Netanyahu, que tem liderado uma expansão maciça dos assentamentos no território.

Órgãos da ONU e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais segundo o direito internacional relativo a ocupações militares. Israel rejeita a ​posição, considerando a área como ​disputada e não como ocupada.

A ONU informou que cerca de 15 palestinos, incluindo duas crianças e as duas pessoas na casa de Ridi, estão presos pelos colonos dentro de residências em Qusra, sem água encanada nem eletricidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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