Advogado diz que recebeu 'decreto de morte' do PCC após ser sequestrado: 'Viver tranquilamente?'
Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, contou ter sido sequestrado e levado para uma comunidade, onde participou de um tribunal do crime do PCC Arquivo pessoal O advogado Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, que foi sequestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e passou por um ‘tribunal do crime’ em Cubatão (SP), afirma ter recebido um "decreto de morte" por parte da facção.
“Como vou viver tranquilamente sabendo disso? A todo tempo eu tenho que ver se tem alguém me seguindo, na porta da minha casa [...] Eu vou precisar morrer para algo mudar?”, disse o advogado, vítima do crime que originou a Operação Patrocínio Fiel. 🔍 A Operação Patrocínio Fiel, realizada pelo Ministério Público (MP) em parceria com a Polícia Militar (PM), prendeu três pessoas e deixou um suspeito morto na última quarta-feira (12).
Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
Roque disse ter sido informado sobre o "decreto de morte" por meio de um telefonema.
Segundo ele, a mensagem revelava que a facção iria matá-lo.
Em nota, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que as medidas adotadas em relação à segurança do advogado são sigilosas, justamente para garantir sua efetividade (veja o posicionamento completo adiante).
O g1 também entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem.
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O objetivo do grupo era forçar o advogado a abandonar o processo e fornecer o endereço do cliente (e ex-sócio de Wagner) que ele representava.
O profissional explicou que entrou com a ação porque seus clientes teriam sido "expulsos" da empresa por Wagner, com quem tinham relação desde a infância.
O suspeito teria prometido pagar um valor referente à parcela dos sócios para que eles deixassem o negócio, o que não aconteceu.
O crime aconteceu em 11 de junho, na Vila Esperança, em Cubatão (SP).
Roque foi atraído à comunidade após receber uma ligação de William Nascimento Boaventura (que acabou preso na operação policial), que solicitava a liberação de uma pessoa que havia sido presa.
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