“Vi meu filho desfalecer em meus braços”: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves
Sofia tinha apenas dois meses de vida quando um quadro que começou com uma tosse a levou, em menos de 48 horas , ao respirador em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) .“Foi assim que eu aprendi, de uma forma muito dura, que o VSR [v írus sincicial respiratório ] é violento – e se agrava rápido”, conta a sua mãe, a empresária Mariana Maciel, de 33 anos.
Nascida prematura, a neném contraiu o patógeno em abril do ano passado.
Segundo a mãe, um dia e meio após os primeiros sinais de infecção, a menina já precisou ser internada, pois tinha dificuldades para respirar e se alimentar.
Em mais algumas horas, seu quadro piorou e ela foi encaminhada à UTI, onde ficou sete dias , à beira de uma intubação.
Ela não estava imunizada por vacinas .
“Esse vírus leva vidas.
E eu não tinha a dimensão disso”, desabafa Maciel.
Na época, por uma série de contratempos, a mãe não conseguiu receber o imunizante , indicado para gestantes, e ainda recente no país — até então, ele estava disponível apenas na rede privada.
O VSR é culpado pela maioria dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em bebês, quadro enfrentado por Sofia.
Somente entre 2025 e setembro de 2026, além dela, outras 61 mil crianças com menos de dois anos tiveram essa complicação por causa do patógeno.
Delas, 456 morreram.
Continua após a publicidade A boa notícia é que a vacina foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025.
De lá para cá, os casos de doenças respiratórias graves entre menores de seis meses caíram 52,5% no Brasil, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde recentemente.
O avanço chama atenção para uma estratégia de proteção que começa antes mesmo de o bebê nascer .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.