Entre hostilidades e entregas, Soraya aposta no mandato para ser reeleita
A senadora Soraya Thronicke (PSB), única mulher entre 10 candidatos ao Senado na disputa majoritária em Mato Grosso do Sul, afirma que tenta renovar o mandato de oito anos com base no que considera as principais marcas de sua atuação: aprovação de projetos, relatorias, recursos destinados aos municípios do Estado e defesa de pautas ligadas às mulheres.
Em entrevista ao podcast Na Íntegra , do Campo Grande News , Soraya relembrou a chegada à política em 2018, após movimentos nas ruas e na onda bolsonarista, classificando a vitória uma surpresa.
Segundo ela, a candidatura nasceu da indignação com a política tradicional e da vontade de ocupar um espaço de maior visibilidade para defender ideias.
“A minha eleição foi uma grande surpresa.
Quando eu aceitei o desafio, eu já tinha consciência de que não teria fundo partidário, não teria estrutura e que eu também não tenho um nicho no meio político”, afirmou.
A senadora disse que, ao longo do mandato, foi construindo novas visões sobre a política e o País.
Isso repercutiu na sua trajetória partidária.
A parlamentar deixou o PSL, mesmo partido que elegeu Jair Bolsonaro (PL) presidente, seguiu para o União Brasil, pelo qual concorreu à presidência da República, depois o Podemos e hoje está no PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Soraya aponta que no mandato conseguiu construir uma atuação legislativa que considera expressiva, citando leis de autoria e relatoria, além de projetos que passaram a ser ampliados para outras esferas de governo.
Eu me apaixonei demais pelas pessoas e eu consegui ver a realidade das pessoas ali na ponta.
O tamanho do Brasil, eu consegui tomar consciência, consciência das diferenças, das igualdades.
E isso hoje, para mim, é algo que eu não posso deixar tudo isso para trás.
Há pessoas que dependem de mim, há causas que dependem de mim.” Entre as atuações que considera marcantes no Senado, ela menciona a Lei Bárbara Penna, a relatoria da Medida Provisória da Liberdade Econômica, a Caravana da Castração, o Prospera MS e a Universidade da Maturidade.
“Eu consegui fazer um trabalho legislativo muito forte, conseguir trazer muitos recursos para Mato Grosso do Sul, desembaraçar recursos antigos que estavam bloqueados”, declarou.
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