Dólar abre em queda com alívio externo; juros futuros sobem com empate entre Lula e Flávio
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O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (16), acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, enquanto investidores repercutiam pesquisas eleitorais que mostram Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em empate técnico no segundo turno.
O movimento também reverte parte da forte alta registrada na véspera (15) , quando avançou mais de 1%.
Por volta das 9h30, a moeda americana recuava 0,17%, a R$ 5,078. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,35%.
Na noite de quinta-feira, o Datafolha mostrou que Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula (PT) , em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa.
Há uma semana, a diferença era de quatro pontos percentuais, com o senador registrando 52% e o presidente, 48%. Faltam nove dias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Nos votos totais, Flávio tem 47%, ante 45% de Lula. Na pesquisa anterior, o candidato do PL tinha 49%, enquanto o petista mantinha os mesmos 45%.
O acirramento da disputa pode influenciar o comportamento dos ativos domésticos. A candidatura de Flávio é associada à expectativa de um ajuste fiscal mais rigoroso, um dos fatores por trás da valorização recente da Bolsa e do real.
Na taxa de juros futuros, a perspectiva pressiona as taxas DIs (Depósitos Interfinanceiros), que refletem a expectativa do mercado para a trajetória futura da Selic e do CDI, referência para a remuneração de investimentos. A taxa de janeiro de 2028 avança a 12,92%, ante ajuste de 12,88%, avanço de 4 pontos-base, enquanto a de 2029 avança de 12,63% para 12,69%, alta de 6 pontos-base.
Na véspera (15), o Ibovespa recuou 1,05%, aos 204.324 pontos, pressionado pelas incertezas eleitorais e pela preocupação com os custos das empresas diante do avanço, no Senado , da proposta que prevê o fim da escala 6x1.
No mercado de câmbio , o dólar disparou 1,15%, cotado a R$ 5,088. A moeda fechou no maior valor desde 2 de outubro, quando encerrou a R$ 5,216, antes do primeiro turno das eleições. No pregão seguinte à votação, o dólar caiu para R$ 5,001, em reação à liderança do senador Flávio Bolsonaro ( PL ) sobre o presidente Lula ( PT ) na apuração.
A alta ocorreu na contramão do exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas fortes, recuou 0,50%.
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Para Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, a queda da Bolsa reflete a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (14), após o fechamento do mercado. A reação já havia aparecido nos contratos futuros do índice e se refletiu no pregão desta quinta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.