Produtora de Dark Horse pagou assessores de Mario Frias durante gravações
Assessores lotados no gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP) foram beneficiados com pagamentos da produtora GO Up Entertainment durante as gravações do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Comprovantes de pagamento mostram que a assessora parlamentar Rareska Metsker foi beneficiária de R$ 24,8 mil despendidos pela produtora.
Desse total, R$ 14,8 mil foram pagos à empresa da mãe dela por serviços de “videomaker”.
A descrição das notas é clara ao dizer que o pagamento foi feito por serviços prestados por Rareska, o que indica que ela usava a genitora como testa de ferro.
O montante inclui ainda a estadia de Rareska no hotel Ibis Budget localizado na Vila Mariana, em São Paulo (SP).
Nota fiscal aponta que ela teve custeada estadia de 21 de outubro a 7 de dezembro do ano passado, ao custo de R$ 9,4 mil.
Recibo de transferência aponta ainda que ela recebeu uma transferência de R$ 619,16 referente ao reembolso por uma diária em hotel na capital paulista em outubro de 2025.
Os pagamentos ocorreram entre outubro e dezembro do ano passado, ocasião em que o filme foi gravado no Brasil.
Como havia mostrado a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles , em maio, Rareska prestou serviços para o filme Dark Horse durante ao menos sete semanas enquanto era remunerada pela Câmara .
A prestação de contas também aponta o pagamento de Pix de R$ 404,32 a Luiz Claudio Faria Velloso, que também é assessor de Mario Frias na Câmara dos Deputados.
Na última semana, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão por determinação do ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os comprovantes constam em documentos enviados pela defesa da GO Up e de sua representante legal, Karina Ferreira da Gama, enviados à Polícia Federal (PF) no início deste mês.
Os documentos, que constam em inquérito de relatoria do ministro André Mendonça, do STF, tiveram o sigilo levantado por decisão do magistrado.
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