O segredo para estudar nos EUA com bolsa pode estar fora das universidades mais famosas
Pesquisar instituições menos conhecidas e avaliar cursos, bolsas e custos pode ampliar as oportunidades de brasileiros que desejam fazer graduação nos Estados Unidos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Harvard, MIT, Stanford e Yale estão entre as universidades mais conhecidas dos Estados Unidos, mas representam apenas uma pequena parte das instituições de ensino superior do país. Para brasileiros que desejam cursar uma graduação no exterior, especialmente com bolsas de estudo, ampliar a pesquisa pode revelar oportunidades em universidades menos famosas, mas com cursos e condições financeiras mais alinhados aos seus objetivos.
Segundo Letícia Rebelo, sócia e diretora da área educacional e de produto da The Dream School, edtech brasileira especializada em preparação para graduação internacional, concentrar a busca apenas nas instituições de maior prestígio pode limitar as possibilidades.
“Uma boa lista de universidades reúne não apenas os nomes mais conhecidos, mas opções que realmente façam sentido para cada aluno. A escolha precisa considerar, além do reconhecimento da instituição, o curso, o perfil acadêmico, as oportunidades de bolsa e os custos. Muitas vezes, a melhor oportunidade está em uma universidade que o estudante nem imaginava no início do processo”, afirma.
A recomendação é iniciar a busca entre 12 e 18 meses antes do início previsto da graduação. Esse período permite conhecer diferentes instituições, verificar os requisitos de admissão, identificar bolsas disponíveis e organizar a preparação acadêmica.
Nos Estados Unidos, as universidades podem avaliar, além do histórico escolar, proficiência em inglês, testes padronizados, redações, atividades extracurriculares e cartas de recomendação. Os critérios variam conforme a instituição, assim como as políticas de auxílio financeiro para estudantes internacionais.
“Quando o estudante começa a pesquisar com antecedência, consegue entender melhor o que cada universidade valoriza e identificar quais oportunidades são compatíveis com seu perfil. Não se trata apenas de aumentar o número de candidaturas, mas de construir uma lista equilibrada, que considere tanto os objetivos acadêmicos quanto a viabilidade financeira”, explica Letícia Rebelo.
A combinação entre a formação desejada e as condições financeiras oferecidas pode ser determinante na escolha da universidade. É o que mostram as trajetórias de duas brasileiras que passaram pela preparação da The Dream School.
Luísa Quintão Frade, de Brasília (DF), iniciou o acompanhamento ainda no segundo ano do Ensino Médio, com o objetivo de estudar Animação nos Estados Unidos. Após receber aprovações em diferentes instituições e conquistar duas bolsas completas, escolheu a Eastern Michigan University, onde recebeu a Presidential Scholarship, que cobre mensalidade, moradia e alimentação.
Já Maria Júlia Soares Guimarães, de Manaus (AM), precisou conciliar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com as candidaturas internacionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.