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Sakamoto: Brasil normalizou políticos em aviões privados como se fosse Uber

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Sakamoto: Brasil normalizou políticos em aviões privados como se fosse Uber

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil passou a tratar como algo comum políticos e autoridades voarem em aviões privados "como se fosse Uber", avaliou Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.

O comentário ocorreu em meio a novas revelações sobre a chamada "turma do KN", referência atribuída ao ministro do STF Kassio Nunes Marques em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo informações citadas no programa, um contrato previa honorários ligados a ações de precatórios e mencionava valores de até R$ 427 milhões .

O Brasil normalizou a carona de jatinho. Temos visto com uma tranquilidade desconcertante políticos de todas as matizes ideológicas voando em avião privado como se fosse Uber.

Eu já vi, inclusive, político dando justificativa. 'Ah, eu sou obrigado a saber quem é o dono do Uber que eu pego?'. Pelo amor de Deus. Sinceramente, vocês acham que o Uber, o 99 ou o táxi que pegamos na rua é igual a um jatinho? Um Uber de 15 reais e um voo de jatinho é 150 mil reais. É muito diferente! Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Para Sakamoto, a discussão não se limita ao conforto de viajar, mas ao risco de a "generosidade" de empresários virar moeda de troca. Ele disse que, mesmo quando não há crime, o gesto pode ser "imoral" e alimenta desconfiança sobre decisões no poder público.

Ao comentar o caso envolvendo Vorcaro, o colunista afirmou que o banqueiro buscava "compra de influência" e que autoridades citadas em conversas precisam se explicar. Na avaliação dele, ministros mencionados deveriam ficar fora de decisões sobre o tema e também ser investigados.

Sakamoto cobrou que, em situações de voos e benefícios, a regra seja a mesma exigida do cidadão comum: apresentar nota e comprovante de pagamento. Para ele, a pergunta central é se houve contrapartida em votos ou decisões.

Cadê a nota fiscal? Então, apresenta a nota fiscal e de onde saiu o cascalho. Tem que mostrar também o comprovante. Quando a gente faz um reembolso para o plano de saúde, tem que apresentar a nota fiscal e o comprovante de pagamento que saiu da tua conta. Então bora aplicar aquilo que vale para o trabalhador, para as cúpulas da República. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Ele também criticou a estratégia de políticos que atacam adversários para desviar de questionamentos semelhantes. Ao citar o deputado federal Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, Sakamoto disse que a "melhor defesa é o ataque" e que, num ambiente de eleição ultrapolarizada, parte do eleitorado ignora fatos.

O deputado federal Nikolas Ferreira foi também. Já se revelou que ele voou várias vezes nos jatos do Daniel Vorcaro e lhe pediu favores. A tática do Nikolas é a do Flávio Bolsonaro: a melhor defesa é o ataque. 'Eu vou atacar o Alexandre de Moraes', ignorando que ele mesmo fez a mesma coisa. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

A defesa do multilateralismo deve ter mais uma vez nesse discurso de amanhã na Assembleia Geral, que deve ter por volta de 20 minutos, em que ele vai tirar uma série de recados aos EUA, em Donald Trump, embora não o vá citar nominalmente, segundo apuramos. É claro que ele tem como objetivo atingir também o eleitor no Brasil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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