Kassab prepara coquetel para incentivar voto “Carcísio” no agro de SP
No dia seguinte ao seu aniversário, o chefe do PSD e candidato a vice-presidente da República pelo partido, Gilberto Kassab , fará nesta quinta-feira (13/8) um coquetel para empresários, em especial do agronegócio paulista, no Iate Clube de Santos , clube de alto padrão em Higienópolis, na região central de São Paulo.
O evento é organizado por um grupo formado por ex-tucanos, fazendeiros, industriais e empreendedores.
A ideia é apresentar Caiado a empresários e integrantes da elite econômica paulista, especialmente do agronegócio.
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No convite, aparecem nomes como Roque Quagliato, um dos pioneiros da pecuária na Amazônia; Shiro Nishimura, acionista do Grupo Jacto, fabricante de máquinas agrícolas; o pecuarista Jovelino Mineiro, que se associou às filhas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em uma fazenda de Minas Gerais; e dos usineiros Jacyr Costa e Ubiratan Garms.
Outros nomes não tão ligados ao agronegócio também estão no convite, como Berardino Fanganiello, ligado ao Iate Clube de Santos e ao setor segurança; Regina Esteves, CEO da Comunitas; e Andrea Matarazzo, ex-ministro de FHC e ex-vereador de São Paulo.
Divergência sobre apoio a Flávio Algumas pessoas que foram convidadas para o evento não gostaram do movimento e viram uma afronta à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) .
Sob reserva, uma pessoa ligada ao agronegócio afirmou à coluna suspeitar que alguns dos organizadores do coquetel possam votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
Um dos empresários que promove o evento disse, sem querer se identificar, que não se trata de apoiar um candidato específico.
No entanto, há a convicção que apenas Caiado é capaz de vencer Lula no segundo turno, mas vê dificuldade em convencer os agropecuaristas a não votarem no filho de Jair Bolsonaro (PL) .
“Eu penso no primeiro turno, no primeiro turno.
E, no segundo turno, no segundo”, disse o empresário.
“As eleições têm dois resultados: ou o Caiado será presidente, ou Lula será presidente”, acrescentou.
Regina Esteves afirmou que não declarou apoio público a nenhum candidato.
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