Museu Goeldi celebra 160 anos de ciência na Amazônia com solenidade no Theatro da Paz, em Belém
O Theatro da Paz, em Belém, foi palco de uma noite que uniu ciência, cultura e preservação ambiental.
A celebração dos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) reuniu pesquisadores, funcionários, autoridades e a sociedade civil para homenagear a trajetória da instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia e uma das mais longevas do país.
Durante a execução dos hinos nacional e do estado do Pará, projeções no telão do teatro resgataram a memória visual do museu, exibindo desde expedições científicas históricas até imagens aéreas do Parque Zoobotânico, da Estação Científica Ferreira Penna (na Floresta Nacional de Caxiuanã) e dos laboratórios do Campus de Pesquisa. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Parque Zoobotânico tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém Oswaldo Forte/Libcop Resistência e identidade amazônica O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, abriu os discursos da noite destacando a resiliência da instituição e lembrando que, há uma década, o mesmo palco recebia a celebração de um marco anterior.
"Uma instituição na Amazônia para estudar o que se refere à sóciobiodiversidade da região", descreve Gabas Júnior.
O diretor também recordou as origens institucionais do museu e reforçou seu papel no desenvolvimento regional.
"O museu foi criado não como um museu de história natural, mas como uma associação filomática, e desde então nós temos conseguido produzir conhecimento, formar pessoas, auxiliar no desenvolvimento da Amazônia e introduzir o conhecimento da região em uma instituição.
Isso é fundamental." Imagem de 1901 do Museu Emilio goeldi assessoria Conexão suíça A forte ligação histórica entre a Suíça e o desenvolvimento científico do Museu Goeldi foi o tema central do pronunciamento do embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock.
O diplomata destacou que a relação entre o país europeu e o museu paraense atravessa séculos e ganha novos contornos com a proximidade da COP30 em Belém.
"Então, para a embaixada da Suíça, estar presente num aniversário tão importante, realmente uma honra e um prazer.
Porque é também a celebração de uma parceria que não é de hoje, nem de ontem.
Se o Museu Paraense tem esse nome, Emílio Goeldi, é por causa do naturalista Emílio Goeldi.
E poucas pessoas sabem que ele era suíço", pontuou o embaixador.
Mock também revelou detalhes sobre a participação suíça no museu durante a conferência do clima e os planos para a restauração da histórica "Casa Goeldi", localizada no Parque Zoobotânico.
"Com todo o programa da Suíça vinculado à COP30, acho que foi muito simbólico que o Pavilhão da Suíça, que nós chamávamos de Embaixada Planetária.
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