Se eleito, Flávio poderia anistiar Jair e Eduardo Bolsonaro, condenados pelo STF?
Se vencer a eleição presidencial no próximo dia 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) não poderá conceder sozinho uma anistia ao pai, Jair Bolsonaro, e ao irmão, Eduardo Bolsonaro, ambos condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
A Constituição estabelece que a concessão de anistia depende de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República.
Esse caminho ganhou relevância depois das condenações dos dois pelo Supremo Tribunal Federal.
J air cumpre pena de 27 anos e três meses pela trama golpista .
Eduardo teve a condenação a quatro anos e dois meses por coação no curso do processo transitada em julgado e passou a ter mandado de prisão ativo nesta semana.
Flávio já defendeu publicamente uma anistia para o pai e outros condenados relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Eduardo também afirmou anteriormente que espera que o irmão, caso eleito, utilize instrumentos jurídicos para beneficiá-lo e a Jair.
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Na prática, seria necessário aprovar um projeto de lei na Câmara e no Senado e submetê-lo à sanção presidencial.
O texto teria de definir quais crimes, fatos ou grupos seriam alcançados.
Dependendo da redação, poderia tentar beneficiar Jair, Eduardo e outros condenados.
A nova composição do Congresso torna essa discussão politicamente mais relevante.
O PL saiu das eleições com bancadas maiores na Câmara e no Senado, e partidos de direita ampliaram sua representação.
Isso não elimina a necessidade de formar maioria para aprovar uma eventual lei.
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