MP pede inclusão de casal de pastores denunciado por estupro de meninas na lista da Interpol
Casal de pastores suspeito de estuprar ao menos seis meninas segue foragido em RR O Ministério Público de Roraima (MPRR) pediu a Justiça que os pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, sejam incluídos na lista vermelha de procurados da Interpol.
Eles foram denunciados pelo órgão por estuprar ao menos seis meninas em Boa Vista.
O g1 procurou a defesa dos pastores, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem.
O que é a difusão vermelha da Interpol? ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O pedido foi feito pelo promotor José Rocha Neto em 21 de agosto, mesmo dia que o órgão apresentou denúncia à Justiça.
Ainda não há uma decisão sobre os dois pedidos do MP.
O casal é suspeito de estuprar pelo menos seis adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos.
Segundo a denúncia, Wenderson e Arielly usavam a fé e a posição de liderança religiosa para manipular as vítimas e ofereciam dinheiro e outras vantagens para que elas mantivessem os abusos em segredo.
Eles tiveram a prisão temporária decretada em julho, mas estão foragidos há mais de um mês.
A suspeita da polícia e do MPRR é que os pastores estão em Manaus, no Amazonas, cidade onde Wenderson nasceu e tem familiares.
No pedido de inclusão na lista de procurados da Interpol, o Ministério Público destacou que o Amazonas faz fronteira com o Peru e com a Colômbia, além de possuir uma ampla rede de voos internacionais.
Para o órgão, "tais circunstâncias revelam a toda evidência, que tornaria absolutamente ineficaz qualquer medida de controle exclusivamente doméstico caso não haja o correspondente alerta internacional".
Se entrarem na "difusão vermelha" da Interpol, ferramenta de cooperação policial internacional que ajuda a localizar pessoas procuradas pela Justiça para fins de extradição, todas as fronteiras terrestres, portos, aeroportos, hotéis e locais públicos que exigem documento terão acesso aos dados que mostrarão que Wenderson e Arielly são foragidos da Justiça brasileira.
O Ministério Público também pediu que a prisão temporária seja convertida em preventiva e que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e os passaportes dos suspeitos sejam suspensos.
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