No quintal de casa: primeiro ouro de Martine e Kahena completa 10 anos
Conquistar uma medalha de ouro olímpica em casa é um privilégio para pouquíssimos atletas no mundo.
Fazer isso sob a pressão de um legado familiar histórico, velejando praticamente no quintal de casa, é uma exclusividade de Martine Grael e Kahena Kunze.
A conquista do lugar mais alto do pódio na classe 49erFX da Vela na Rio 2016 completa dez anos nesta terça-feira (18). + SIGA O OTD NO WHATSAPP , YOUTUBE , TWITTER , INSTAGRAM , TIK TOK E FACEBOOK Depois de quatro duplas chegaram à regata da medalha (medal race) empatadas em pontos perdidos, as brasileiras levaram a melhor em corrida marcada por decisões tomada pela intuição.
Medalha esperada Diferente de conquistas que pegaram o país de surpresa, a medalha da dupla já era esperada.
Campeãs mundiais em 2014, Martine e Kahena haviam vencido os dois eventos-teste na Baía de Guanabara antes dos Jogos, além de acumulares duas pratas em mundiais anteriores.
Vencer no mar onde cresceram apenas confirmou o favoritismo das velejadoras ao pódio.
Top-4 embaralhado Martine e Kahena não chegaram na última corrida com grande vantagem.
Além delas, as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen e as espanholas Echegoyen e Berta Betanzos também tinham a mesma pontuação acumulada ao fim da fase inicial.
Alex Maloney e Molly Meech, da Nova Zelândia, apareciam com apenas um ponto de diferença para os três barcos líderes.
Apesar de bom início, as brasileiras estiveram boa parte da prova em uma perseguição às neozelandesas, que tiveram começo implacável.
Com dedo importante da intuição de Kahena, a escolha da raia diferente na última volta colocou as cariocas na ponta da decisão, passando a disputar palmo a palmo o primeiro lugar até a linha de chegada.
Para Martine, essa intuição da parceira tinha uma explicação um pouco mais lógica: ter passado por tantas situações parecidas fazia com que Kahena tomasse as decisões corretas instintivamente.
A sensibilidade da velejadora voltou a funcionar em outras oportunidades após 2016.
O título veio com apenas dois segundos de vantagem e um total de 48 pontos perdidos em todo o caminho.
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