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Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 milhão após usar produto errado e destruir lavoura de milho em Goiás

G1 Goiás ·
Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 milhão após usar produto errado e destruir lavoura de milho em Goiás

Trabalhador causa prejuízo de quase R$ 1 mi após usar produto errado e destruir lavoura Um trabalhador rural causou prejuízo de R$ 900 mil após usar um produto errado e destruir a lavoura de milho na fazenda em que trabalhava em Mineiros, no sudoeste de Goiás.

Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), o trabalhador recorreu na Justiça após ser demitido por justa causa devido ao erro. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A decisão foi tomada em segunda instância no TRT-GO pela desembargadora Wanda Lúcia Ramos da Silva, no final de setembro.

O g1 tentou contato com a defesa do trabalhador rural, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ele foi demitido após trocar um fungicida por um herbicida, que teria causado a morte da plantação.

O trabalhador entrou na Justiça contra a demissão por justa causa alegando que não teve culpa exclusiva no prejuízo, que o laudo agronômico unilateral era insuficiente e que houve culpa da empregadora.

Além disso, o trabalhador argumentou que não houve comprovação do prejuízo no montante de R$ 900.000,00.

Colheita de milho em Goiás Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Fim da escala 6x1: garis viralizam com vídeo comemorando a mudança Operação resgata mais de 50 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Goiás Diarista é reconhecida como autônoma e tem vínculo de emprego negado pela Justiça Julgamento na 1ª instância Na primeira instância, o tribunal manteve a demissão por justa causa após entender que a troca do fungicida pelo herbicida causador da morte da plantação de milho de 10 hectares seria uma “negligência gravíssima” no desempenho das funções.

Segundo a fazenda, o trabalhador confessou o erro na hora da aplicação na lavoura.

“O laudo agronômico e a análise laboratorial identificaram a presença de haloxifope como causa direta da morte da cultura, e a reclamada comprovou o fornecimento de treinamento específico ao reclamante”, analisou a desembargadora na decisão.

Em contrapartida, o trabalhador alegou que conferira os produtos duas vezes.

“O próprio reclamante admitiu que conferia os produtos duas vezes, ao carregar e já sobre o caminhão, e que dispensava a leitura do rótulo na dosagem porque "já sabia só de olhar no galão", o que revela não a impossibilidade material de identificar o produto, mas a omissão no dever de conferência que a própria rotina lhe impunha”, relatou a desembargadora.

TRT-GO manteve demissão por justa causa de vigilante que apresentou atestado médico e publicou fotos em churrasco nas redes sociais Divulgação/TRT GO Uma das testamunhas no processo foi o fornecedor de insumos da fazenda que alegou que a análise apontou a presença de Haloxifope, substância usada para eliminar o milho das plantações de soja.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.

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