Em Minas, Lula diz que adversários mentem e chama Zema de 'comedor de banana com casca'
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O presidente Lula (PT) criticou nesta sexta-feira (21) o ex-governador e presidenciável Romeu Zema (Novo) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante agenda oficial em Governador Valadares (MG). O candidato à reeleição visitou as obras de duplicação da BR-116 e da ponte do São Raimundo, que atravessa o Rio Doce.
Lula creditou ao ex-presidente e à gestão estadual anterior a culpa pela dívida recorde do estado em relação à União, tema corrente nos debates estaduais, e criticou o que chamou de mentiras dos seus concorrentes.
"Aquela coisa que governou o Brasil [Jair Bolsonaro] não fez negociação, não ajudou o [ex-governador Fernando] Pimentel. Muitas vezes o Pimentel não pôde pagar salários porque ele teve que pagar a dívida da União", disse o presidente.
A dívida do estado remonta à década de 1990. Em 2018, no final da gestão de Fernando Pimentel (PT), o governo mineiro conseguiu uma liminar que impedia a União de cobrar as parcelas da dívida .
"Na medida em que o Pimentel ganhou na Justiça o direito de não pagar a dívida, o comedor de banana com casca assumiu o governo e passou a fazer demagogia", afirmou Lula.
Do montante acumulado de cerca de R$ 200 bilhões da dívida de Minas, parte foi abatida via Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados) , o que permitirá o pagamento de cerca de R$ 180 bilhões em até 30 anos, valor corrigido apenas pela inflação.
"Eu não era do partido do comedor de casca de banana, mas eu sou presidente do Brasil, e eu resolvi ajudar Minas Gerais", afirmou Lula.
Lula disse que fez o acordo para estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro com a exigência de que o montante amortizado seja investido em educação nos estados. Segundo o petista, Minas economizará, com o acordo, cerca de R$ 6 bilhões por ano. "Eu faço questão de dizer isso porque eu quero transformar esse ano no ano da verdade", afirmou o presidente.
No evento, o presidente inspecionou as obras de ampliação do trecho urbano da BR-116 e a construção da nova estrutura paralela à ponte do São Raimundo. A intervenção é considerada o gargalo mais crítico do plano de modernização logística no Leste mineiro.
O projeto, focado no escoamento de produção e na segurança viária, engloba a duplicação de 35 km da rodovia entre Governador Valadares e Engenheiro Caldas, além de intervenções viárias no perímetro urbano.
Ao todo, os investimentos na região chegam a R$ 309 milhões, executados pela concessionária EcoRioMinas. Deste montante, mais de R$ 80 milhões são destinados exclusivamente ao complexo da ponte. A previsão do contrato é entregar a nova travessia até o final deste ano.
Durante a vistoria, acompanhado por lideranças regionais e pela comitiva presidencial, o ministro dos Transportes, George Santoro, ressaltou o peso econômico da infraestrutura para a integração do estado.
O ministro afirmou que obra não é apenas concreto e asfalto sobre o Rio Doce, mas um gargalo histórico de Minas Gerais sendo superado.
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