DNA e rastreamento de veículos: como investigadores recuperaram obras de Renoir roubadas na França
As pinturas de Renoir recuperadas, expostas no Centro Interdisciplinar de Conservação e Restauração do Patrimônio, na Marselha, nesta segunda-feira (12) Philippe Magoni/AP Photo O DNA deixado em uma capa protetora para pinturas ajudou investigadores a recuperar duas obras dos pintor Pierre-Auguste Renoir roubadas de um museu na França e a descobrir preparativos para um outro roubo de obras de arte, informou um promotor francês nesta segunda-feira (12).
Quatro homens foram indiciados preliminarmente na investigação sobre o roubo, ocorrido em 8 de setembro no Museu Renoir, na cidade de Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa.
As acusações incluem roubo organizado e associação criminosa, afirmou o promotor de Marselha Nicolas Bessone.
Uma das pinturas, "Retrato de Madame Colonna Romano", sofreu um rasgo.
A outra, "Jovem no Poço", teve pequenos danos na moldura, disse Bessone.
Ele estimou o valor conjunto das obras em 4,2 milhões de euros (cerca de R$ 25,3 milhões).
Os ladrões usaram uma serra elétrica para cortar uma cerca, entraram no museu pelo térreo e cortaram os dispositivos que prendiam as molduras de quatro pinturas.
Um alarme disparou e policiais chegaram quatro minutos depois, uma resposta rápida que “aparentemente fez com que os autores entrassem em pânico”, afirmou Bessone.
“Ao fugirem, eles não conseguiram levar as quatro pinturas e abandonaram duas delas, que mais tarde foram encontradas em uma capa protetora”, disse.
Agora no g1 Rastreamento de veículo levou aos suspeitos O DNA encontrado na capa abandonada correspondia ao de um homem de 29 anos que já era investigado em um caso de tráfico de drogas.
A polícia já estava rastreando o veículo dele no âmbito desta investigação, disse Bessone.
Dados de rastreamento do veículo mostraram que o suspeito, acompanhado por um homem de 41 anos, foi à casa de um terceiro homem pouco depois do roubo, afirmou Bessone.
A vigilância policial também mostrou que, em 3 de outubro, o homem de 29 anos visitou a Fundação Maeght, em Saint-Paul-de-Vence, que abriga uma grande coleção de arte moderna.
Em seguida, o suspeito se encontrou com um quarto homem conhecido da polícia por casos de roubo e falsificação de obras de arte em 2001 e 2003.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.