Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador
A classe C, que forma a maioria da população brasileira (53%), não tem um consenso se deseja um Estado maior ou menor para a prestação de serviços, segundo avalia o pesquisador Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.
“O que ela espera, em primeiro lugar, é que seja um Estado que funcione”, diz.
Meirelles, que lançou, nesta semana, o livro “Brasil da maioria: 25 anos da classe C”, ressalta que esse grupo da população quer um serviço público melhor e sem burocracia.
Notícias relacionadas: Veja a agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana.
TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral .
Maranhão terá eleição simulada no domingo para testar urnas.
O pesquisador destaca que a classe C tem a maioria dos consumidores, dos trabalhadores urbanos, dos pequenos empreendedores, dos usuários de serviços públicos e dos eleitores.
Essas vozes poderosas, em que pese a diversidade de perfis, sentiu, nas últimas três décadas, conquistas aceleradas em diferentes campos, mas viu essa velocidade reduzir.
Por isso, segundo o pesquisador, esse grupo da população anseia por mais.
Em entrevista por telefone à Agência Brasil , o pesquisador detalha os principais impactos que o contexto econômico e social causou neste grupo.
De acordo com ele, a classe C ocupa hoje o centro das principais decisões econômicas, sociais e políticas do Brasil.
Meirelles que o sonho do carro zero deu lugar ao investimento em pequenos negócios.
Confira abaixo os principais trechos da conversa.
Agência Brasil : O senhor poderia explicar como identificar quem está na classe C? Renato Meirelles : Nós estamos falando de famílias que têm uma renda média de R$ 3,5 mil, somando-se o que ganha todo mundo que mora dentro de uma casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agenciabrasil.ebc.com.br — o conteúdo pertence a Agência Brasil.