IBM supera expectativas e eleva projeção de receita com software
A IBM superou as expectativas de analistas no terceiro trimestre de 2026, impulsionada pelo crescimento da divisão de software e pela recuperação de contratos que haviam sido adiados.
A companhia também elevou sua previsão de crescimento anual da área e melhorou a perspectiva de fluxo de caixa livre, enquanto o CEO Arvind Krishna destacou a adoção da chamada “Super Inteligência” por clientes corporativos.
Entre julho e setembro, a empresa registrou receita de US$ 17,1 bilhões (cerca de R$ 92,3 bilhões), alta de aproximadamente 5% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado ficou acima dos US$ 16,82 bilhões (R$ 90,8 bilhões) projetados por analistas consultados pela LSEG.
O lucro ajustado por ação foi de US$ 2,95 (cerca de R$ 15,90), superando a expectativa de US$ 2,86 (R$ 15,44).
Já o lucro líquido avançou de US$ 1,74 bilhão (R$ 9,4 bilhões) para US$ 2,19 bilhões (R$ 11,8 bilhões) na comparação anual.
Após a divulgação dos resultados, as ações da IBM subiram cerca de 4% nas negociações posteriores ao fechamento do mercado.
Software impulsiona resultados da IBM A divisão de software foi o principal destaque do trimestre.
A área gerou US$ 7,8 bilhões (aproximadamente R$ 42,1 bilhões) em receita, crescimento de 8% em relação ao ano anterior e acima das projeções do mercado; Dentro do segmento, as receitas relacionadas a dados cresceram 19%, enquanto os negócios de nuvem híbrida avançaram 11%.
A área de processamento de transações também registrou alta de 9%, recuperando-se de queda inesperada no trimestre anterior; A melhora ocorreu após contratos que haviam sido adiados no segundo trimestre começarem a ser fechados.
Segundo o diretor financeiro da IBM, James Kavanaugh, aproximadamente 25% da receita de processamento de transações veio desses acordos postergados.
Os outros 75% corresponderam a novos negócios; Com a recuperação, a IBM elevou a previsão de crescimento anual da receita de software para uma faixa de 7% a 8%.
Antes, a expectativa era de expansão entre 6% e 8%; O desempenho também responde a preocupações que haviam pressionado as ações da empresa após os resultados anteriores.
Em julho, Krishna reconheceu dificuldades para acompanhar a mudança nos gastos dos clientes, que passaram a direcionar mais recursos para infraestrutura de data centers.
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