Polícia de Israel prende 4 ativistas por suspeita de suborno eleitoral
A polícia prendeu quatro ativistas do partido israelense Ra'am por suspeita de envolvimento em um esquema de suborno de eleitores. O Ra'am, também chamado de Lista Árabe Unida, é um partido árabe muçulmano, atualmente liderado por Mansour Abbas, que defende os direitos à população árabe que vive em Israel.
A apuração parcial das eleições em Israel aponta que o Ra'am conquiste sete assentos e abra a possibilidade do partido ser incluído em uma negociação para fazer parte de um eventual governo de Eisenkot, caso o resultado das urnas se confirme.
Quatro homens foram detidos e interrogados pela unidade de crimes graves Lahav 433. A polícia investiga a suspeita de envolvimento do grupo em um esquema de compra de votos.
O caso é o mesmo que motivou a prisão de três beduínos na terça-feira de eleição. Segundo as autoridades, os suspeitos teriam planejado pagar eleitores para garantirem votos na legenda Ra'am.
Ainda não está claro se o caso se conecta à apuração do Shin Bet. A agência de segurança interna investiga uma alegada interferência estrangeira no pleito.
O Ra'am confirmou que os detidos atuam como ativistas do partido, mas negou as acusações. A sigla rejeitou qualquer envolvimento em irregularidades eleitorais.
Oposição articula uma aliança com partidos árabes para tentar formar governo. Movimento ocorre enquanto a apuração parcial das eleições em Israel indica vantagem do bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Os resultados parciais mostram o bloco de Benjamin Netanyahu na liderança da contagem de votos. Com mais de 85% das urnas apuradas, a coalizão do atual primeiro-ministro atinge 53 cadeiras no parlamento.
O bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot aparece na segunda posição. O grupo do partido Yashar soma entre 48 assentos com o prosseguimento da apuração.
Partidos de liderança árabe garantem 19 cadeiras na contagem atual. A bancada reúne parlamentares da Lista Conjunta e do Ra'am, que foram apontados como Netanyahu e seus apoiadores como uma "ameaça ao estado judeu" durante a campanha.
Legendas menores permanecem abaixo do limite mínimo de 3,25% dos votos. Estão nessa situação os partidos Reservistas, com 2,7%, Povo de Israel, com 1,6%, e Público Haredi, com 0,2%.
A maioria dos votos comuns (93%) já foram contabilizados, o correspondente a 85,6% do total. Não há previsão para que o restante dos votos seja contabilizado hoje, já que eles exigem uma "supervisão adicional", segundo a Comissão Eleitoral Central.
Os em envelopes duplos ainda passam por contabilização. O grupo inclui as urnas dos soldados e pode alterar os números finais.
Esses votos demoram mais para serem apurados porque têm um duplo processo de contabilização. O primeiro deles é anônimo, garantindo que os eleitores não sejam identificados, e esse envelope anônimo é colocado dentro de outro, com a identificação do eleitor, que é checado antecipadamente para garantir que ele não tenha votado em outro lugar antes.
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