Com cinco filmes baianos, Festival de Brasília celebra cinema nacional
Teve início, e segue até o dia 19, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Trata-se do mais longevo evento cinematográfico brasileiro, que teve sua primeira edição ainda nos anos de trevas da ditadura militar, mas que, mesmo durante o endurecimento do regime autoritário diante da decretação do Ato Inconstitucional 5 em 1968, o festival ainda foi realizado no ano seguinte (somente entre 1972 e 1974 o evento não aconteceu por conta da censura do governo Médici).Este ano, mais precisamente no começo de agosto, após muitas incertezas, chegou a ser anunciado o cancelamento da edição 2026 não por causa da censura, mas, sim, por um atraso no repasse das verbas oriundas da Secretaria de Cultura do DF.Porém, com o clamor popular e de diversos representantes das classes artísticas brasileiras, o governo do Distrito Federal voltou atrás da decisão do cancelamento e providenciou o financiamento do evento.O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, em entrevista ao Jornal A TARDE, falou sobre essa quase não realização do evento esse ano.
“Acho que a Secretaria de Cultura e o governo do Distrito Federal naquele momento, com todas as dificuldades que eles podem estar passando, acho que eles não mensuraram exatamente o que significa esse festival tanto para a cidade, para o Distrito Federal, quanto para o cinema brasileiro como um todo, e o quanto de resposta que haveria a uma possibilidade como essa.
E acho que essa resposta se mostrou robusta o suficiente que o retorno a uma quase normalidade nesse sentido foi muito rápido”.Na noite de abertura, a atriz Júlia Lemmertz foi a grande homenageada do evento.
Entre os diversos filmes selecionados para a Mostra Competitiva Nacional de Longas, bem como sessões panorâmicas com estreias do cinema brasileiro e sessões especiais, cinco produções baianas estão entre no leque de trabalhos que, após sessão especial lotada na abertura de ontem, bem como nos próximos dias, vão encher a tela do tradicional Cine Brasília, marco da arquitetura de Oscar Niemeyer e um dos mais tradicionais templos da sétima arte no país.Geraldo MoraesNa sessão de abertura, foram exibidos Verão da Lata, filme de Santiago Dellape, e A Pele Morta, trabalho que homenageia o saudoso cineasta Geraldo Moraes e tem seus filhos, os cineastas Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, como diretores, bem como sua esposa, a produtora Sol Moraes por trás de todo o processo criativo da obra, escrita por Daniel Tavares.
O projeto começou a ser gestado em 2010, quando Daniel apresentou o roteiro ao casal Geraldo e Sol Moraes quando o diretor ministrava uma aula na Escuela Internacional de Cine y Televisión, em Cuba.
Em entrevista ao A TARDE, a produtora Sol Moraes relembra o impacto do roteiro no saudoso diretor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.