Flávio Bolsonaro mente ao ligar fundos de pensão ao Banco Master
A acusação de Flávio Bolsonaro é categoricamente mentirosa.
Na entrevista a Renata Lo Prete, na TV Globo, ele disse que a Previ, do Banco do Brasil, e a Funcef, da Caixa, os maiores fundos públicos de pensão do país, aplicaram recursos no Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
Os fundos de pensão do Banco do Brasil e da Caixa nunca aplicaram um real no Master.
A jornalista o corrigiu no ar e lembrou que não existe confirmação do que ele disse nem na Polícia Federal, nem no Ministério Público, nem na Justiça.
As entidades que aplicaram dinheiro no Master eram todas vinculadas a governos e prefeituras aliados de Flávio Bolsonaro, do PL e dos partidos que o apoiam.
No Rio de Janeiro, o exemplo é o governo de Cláudio Castro, do partido dele.
No Distrito Federal, o de Ibaneis Rocha, do MDB, da ala mais ligada ao bolsonarismo.
Não é deslize, é estratégia.
Os fundos de pensão atravessam décadas de campanhas de difamação e assassinato de reputação.
O alvo dessas ofensivas nunca foi moralizar coisa alguma.
O objetivo central sempre foi quebrar as pernas do controle público exercido pelos trabalhadores, por meio dos seus representantes sindicais, sobre um volume enorme de recursos financeiros com potencial para financiar o desenvolvimento nacional.
O grande capital privado encara os fundos como ameaça à sua hegemonia política e financeira no Brasil.
A meta era passar esse dinheiro às mãos dos partidos dominantes da alta burguesia entreguista nacional.
Refratária a projetos de desenvolvimento, essa burguesia não quer mudar nada.
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