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Delação de Vorcaro: Fux e Nunes Marques foram removidos em última versão

UOL Notícias ·
Delação de Vorcaro: Fux e Nunes Marques foram removidos em última versão

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques e Luiz Fux eram citados nas primeiras versões da proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mas as menções aos dois magistrados foram eliminadas na última versão enviada às autoridades, em junho deste ano.

O UOL teve acesso às três versões da proposta de acordo de colaboração enviada por Vorcaro à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à PF (Polícia Federal). Todas foram negadas.

Vorcaro descreveu um contrato do banco com uma consultoria tributária que tem como sócio Kevin Nunes Marques, um dos filhos do ministro Nunes Marques. Além disso, citou uma relação próxima com o filho de Fux, o advogado Rodrigo Fux.

No caso dos dois ministros, assim como no de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli , Vorcaro não apontou crime na relação com os magistrados.

Investigadores e a PGR (Procuradoria-Geral da República) avaliaram que não havia irregularidade nos fatos relatados por Vorcaro ou prova de favorecimento do banco por parte dos ministros citados.

A proposta de delação foi rejeitada. A PF deixou a negociação duas vezes e a PGR recusou o acordo, por avaliar que os relatos não vinham acompanhados de provas suficientes.

Os ministros foram procurados pela reportagem através da assessoria de imprensa do STF, mas não responderam até o momento da publicação. O espaço segue aberto.

Sobre Nunes Marques, Vorcaro descrevia um contrato do banco com uma consultoria tributária que tem um filho do ministro como sócio.

Vorcaro dizia ter se interessado pelo negócio também para "criar proximidade" com o ministro, mas não relatava nenhum envolvimento de Nunes Marques nos fatos, nem menciona nenhum ato seu a favor do banco.

Diz que encontrou Nunes Marques "em algumas ocasiões", cruzando com ele em eventos, e desenvolveu "relação de amizade" com o ministro.

Dados financeiros do Banco Master mostram que a Consult Inteligência, consultoria citada por Vorcaro, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master.

Em diálogos no celular do ex-banqueiro, ele cita pagamentos de R$ 500 mil por mês para Kevin Nunes Marques —valor pago através dessa consultoria. Nas propostas de delação, os valores não foram mencionados.

O capítulo sobre Fux não citava dinheiro. Vorcaro dizia que esteve apenas uma vez com o ministro, em um evento em Nova York.

"Como o advogado do colaborador, Ciro Soares, tem relação próxima com Marianna Fux, filha do ministro, em algumas ocasiões pediu para que Ciro Soares utilizasse da boa relação para tratar com o ministro Luiz Fux sobre precatórios", diz o texto da proposta de delação não homologada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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