Relatório da PF que cita Moraes não é conclusivo e há mais celulares a investigar
O relatório da Polícia Federal que revelou mensagens e registros envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal , não encerra a análise do material apreendido com o fundador do Banco Master.
A própria corporação afirma que o documento de 218 páginas, entregue ao ministro do Supremo André Mendonça em 27 de agosto, “não possui caráter exaustivo” .
O trabalho foi realizado em 72 horas e teve como objeto 1 celular de Vorcaro apreendido quando o banqueiro foi preso na operação Compliance Zero.
O jornalista Paulo Figueiredo destacou essas limitações em uma publicação no X na 3ª feira (1º.set.2026) e afirmou que novos elementos relacionados ao caso podem surgir com o aprofundamento das apurações.
“Há uma boa razão para imaginarmos que Mendonça só colocou a cabecinha e vem muito mais por aí” , escreveu.
A parte central da avaliação de Figueiredo encontra respaldo no relatório.
A PF afirma que transcreveu, dentro do prazo de 72 horas, só as “menções nominais diretamente identificadas” e que podem existir “outras citações ou referências indiretas ainda não detectadas” pela equipe.
A corporação declara no início do documento que a análise pode sofrer alterações com o aprofundamento das investigações e que outros relatórios poderão ser produzidos caso dados inicialmente considerados sem relevância adquiram importância posteriormente.
Eis a íntegra (PDF – 5 MB).
Além disso, o celular analisado no relatório não é o único aparelho de Vorcaro apreendido pela PF.
Em março, ao votar pela manutenção da prisão do banqueiro, Mendonça afirmou que, além da conclusão da análise do 1º telefone, havia outros 8 aparelhos a examinar.
O magistrado mencionou 5 celulares recolhidos na 2ª fase da operação e outros 3 na 3ª fase.
O relatório entregue em agosto não atualiza quantos desses aparelhos já foram completamente periciados.
Nas considerações finais, porém, a PF afirma que duas investigações relacionadas ao material estão em “estágio avançado” , mas ainda dependem da conclusão de análises bancárias e do exame de material apreendido.
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