Crise fiscal no Acre domina debates na Aleac e deputados cobram medidas do governo
A crise fiscal do Estado do Acre e os desafios orçamentários para os próximos anos dominaram os discursos na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (28).
Os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Tanízio Sá (MDB) debateram a gravidade da situação financeira, o impacto sobre os servidores públicos e as medidas necessárias para reequilibrar as contas estaduais.
Em seu pronunciamento, o deputado Edvaldo enfatizou que o Dia do Servidor Público deveria ser de comemoração, mas serviu para colocar em luz os desafios fiscais do Estado.
O parlamentar destacou o rombo nas contas públicas e o cancelamento maciço de empenhos promovido pelo Poder Executivo.
“O Estado está fazendo uma espécie de mutirão de cancelamento de empenhos. […] Só de empenho liquidado na semana passada cancelaram R$ 15 milhões.
De empenhos normais, mais de R$ 60 milhões.
De outros, mais de R$ 200 [milhões].
E o déficit é maior do que R$ 800 milhões. […] O governo vai ter que tomar uma decisão e vai ter que fazer escolhas nessa decisão”, afirmou Magalhães, questionando se os cortes atingirão a “farra dos cargos comissionados” ou os servidores de menor renda.
Magalhães defendeu ainda a adoção de soluções profundas e inovadoras para contornar o déficit da previdência e garantir margem financeira para investimentos.
Entre as saídas sugeridas, o parlamentar citou a repactuação de dívidas com o Governo Federal e o uso de recursos ambientais.
“O Estado do Acre precisa tomar uma medida profunda e inovadora para encarar o problema do déficit da previdência.
Ou o Estado procura o Governo Federal e faz uma negociação verdadeiramente nova e diferente, ou vai ter que utilizar de um instrumento criativo… o Estado tem um ativo, pode muito bem usar os seus créditos de carbono para investir e zerar o déficit da previdência”, propôs o deputado.
Em aparte, o deputado Tanízio Sá ponderou sobre as limitações e os ajustes necessários na administração estadual, defendendo a atuação da gestão governamental e lembrando que medidas de contenção são comuns em momentos de transição econômica.
“A nossa governadora fez alguns cortes necessários, mas quem tá disputando a eleição… foi necessário fazer alguns ajustes.
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