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Medidas anunciadas por Lula podem gerar impacto de R$ 40 bilhões nas contas públicas, estima Instituto

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Medidas anunciadas por Lula podem gerar impacto de R$ 40 bilhões nas contas públicas, estima Instituto

As medidas anunciadas pelo presidente Lula (PT) durante a campanha à reeleição podem provocar um impacto de R$ 40 bilhões nas contas públicas, segundo estimativa da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federa l.

O valor não está previsto no Orçamento de 2026 nem na proposta orçamentária de 2027.

A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (29), no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro Medidas anunciadas por Lula durante a campanha podem gerar impacto de R$ 40 bilhões nas contas públicas, segundo estimativa da IFI.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR O cálculo considera três frentes: mudanças nos benefícios do Bolsa Família, perda de arrecadação relacionada às apostas esportivas, conhecidas como bets, e ampliação de benefícios para microempreendedores individuais (MEIs).

Lula anuncia Pé-de-Meia para universitários com auxílio de R$ 700 por mês A IFI ressalta que o impacto pode ser maior, já que outras propostas anunciadas durante a campanha ficaram fora da conta.

Entre elas estão a ampliação do Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.

Déficit pode chegar a 1% do PIB em 2027 Além dos novos compromissos, a instituição chama atenção para o desequilíbrio das contas públicas.

A projeção é de déficit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

Para 2027, o déficit primário potencial pode alcançar 1% do PIB , considerando os novos gastos e as diferenças entre as projeções da IFI e os números apresentados pelo governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

Bolsa Família tem cal endário de pagamentos reajustado a partir desta quarta-feira; veja as datas até dez embro O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo , sem considerar os juros da dívida pública.

Quando as despesas superam as receitas, há déficit.

Na avaliação da IFI, seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia.

Isso exigiria um ajuste fiscal de aproximadamente três pontos percentuais do PIB.

“Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. [pontos percentuais] do PIB”, afirmaram os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade na apresentação do relatório.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.

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