Fachin se reúne com diretor PF para discutir menções de ministros no caso Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin , e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reúnem nesta terça-feira (13), às 17h, para discutir as menções a ministros da Corte nas investigações sobre o Banco Master .
O encontro, solicitado pela própria PF, ocorre depois que materiais extraídos dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelaram referências a pelo menos seis dos dez ministros do STF ou a seus familiares.
Fachin requisitou os documentos reunidos pela polícia e deixou claro, em ofício, que nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração, enquanto a PF busca orientação sobre como proceder sem incorrer em prevaricação.
O presidente da Corte, ao confirmar o encontro, requisitou os documentos reunidos pela PF e fixou sua posição em ofício enviado à corporação.
“A circunstância merece registro, sobretudo porque há inequívoco interesse institucional em que todo e qualquer fato relevante seja rigorosamente apurado, sem exceção de qualquer natureza”, escreveu o ministro.
Informações sobre a reunião indicam que o foco seria justamente definir o formato e o escopo dos documentos a serem produzidos, não a entrega imediata de um relatório consolidado.
As menções aos ministros no Caso Master Os materiais extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel, contêm referências a pelo menos seis ministros do STF ou a seus familiares: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.
As menções envolvem contratos, encontros, relações comerciais e mensagens trocadas com Vorcaro, em circunstâncias e graus de envolvimento distintos para cada caso.
Todos os ministros e familiares citados negam irregularidades ou qualquer envolvimento com o ex-banqueiro.
A crise começou a tomar forma em abril de 2025, quando veio à tona a contratação do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes pelo Banco Master.
Em dezembro, o valor do contrato foi estimado em cerca de R$ 130 milhões .
O caso de Dias Toffoli ganhou contornos próprios: documentos reunidos pela PF registraram mais de dez encontros entre ele e Vorcaro, além de mensagens relacionadas a pagamentos e à empresa da família do ministro, ligada ao resort Tayayá, no Paraná.
Diante da divulgação desses negócios, Toffoli se declarou suspeito e deixou a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master.
A função passou ao ministro André Mendonça, escolhido por sorteio.
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