A cidade onde centenas de macacos vivem entre templos antigos e aprenderam a conviver diariamente com moradores e visitantes
Na Tailândia, macacos-de-cauda-longa transformaram templos e ruas históricas em território compartilhado com moradores e turistas
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Na Tailândia, Lopburi ficou conhecida por uma convivência incomum entre pessoas e primatas que circulam pelo centro histórico, especialmente perto de antigos monumentos. Os macacos de Lopburi são principalmente macacos-de-cauda-longa, Macaca fascicularis , animais que durante décadas ocuparam templos, calçadas, telhados e estabelecimentos, aproximando-se cada vez mais dos seres humanos graças à oferta constante de alimento.
Um dos principais pontos de concentração é Phra Prang Sam Yot, complexo de três torres de laterita associado à arquitetura Khmer dos séculos XII e XIII. O monumento fica integrado ao tecido urbano de Lopburi, permitindo que os animais circulem facilmente entre ruínas, ruas, prédios e outros locais próximos.
Essa população não vive apenas dentro do templo. Levantamentos científicos identificaram vários grupos ocupando diferentes pontos da cidade antiga, incluindo mercados e edifícios. Um estudo baseado em dados anteriores estimou cerca de 2.080 indivíduos distribuídos em sete áreas urbanas, mostrando que a relação entre macacos e cidade ultrapassou havia muito tempo os limites de uma atração turística.
A proximidade foi reforçada pela alimentação oferecida por moradores, comerciantes e turistas. Os macacos passaram a associar pessoas a fontes acessíveis de comida, aprendendo a circular por locais movimentados e até a retirar objetos ou alimentos diretamente das mãos. Esse comportamento não significa domesticação, mas adaptação de animais selvagens a um ambiente urbano altamente previsível.
A convivência também gerou comportamentos culturais curiosos. Pesquisadores documentaram macacos de Phra Prang Sam Yot utilizando fios de cabelo humano como uma espécie de fio dental, prática observada com frequência em determinado grupo e considerada um exemplo de comportamento social aprendido em condições muito particulares.
Este vídeo mostra a relação entre os macacos, as ruínas históricas e o cotidiano urbano de Lopburi.
Não. Durante muito tempo, os animais foram vistos como símbolo cultural e importante atração turística, mas o crescimento da população intensificou problemas como furtos de comida, danos a propriedades e confrontos. Depois da pandemia de Covid-19, a redução temporária de visitantes e da alimentação oferecida por turistas tornou esses conflitos ainda mais evidentes.
Relatos registrados em 2024 mostraram macacos entrando em estabelecimentos, tomando objetos e alimentos e obrigando moradores a modificar sua rotina. Isso levou autoridades tailandesas a ampliar programas de esterilização, captura e transferência, mostrando que “conviver” não significa uma relação sempre harmoniosa entre pessoas e animais selvagens.
A situação mudou significativamente a partir de 2024. Antes das grandes operações de controle, estimativas jornalísticas mencionavam aproximadamente 3.000 macacos-de-cauda-longa vivendo ao lado dos moradores da cidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.