Coligação de Lula aciona Justiça contra token pró-Flávio e vídeo de Marçal
Ações questionam distribuição de criptomoedas vinculada à divulgação de conteúdo eleitoral e montagem que atribui a Lula ataques a evangélicos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A coligação Brasil Pronto pra Mais , que apoia Lula (PT) , acionou a Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 8, contra duas iniciativas relacionadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) . Os casos envolvem a distribuição de uma criptomoeda associada ao chamado voto 22 e um vídeo publicado por Pablo Marçal com trechos editados de uma conversa antiga entre Lula e Eduardo Paes (PSD) .
As medidas foram apresentadas à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . A coligação pede investigação sobre eventual uso de vantagens financeiras para impulsionar propaganda política nas redes sociais e questiona a edição do vídeo atribuído a Marçal.
O primeiro caso envolve o Brasil 22 Token (B22) , criptomoeda lançada nesta semana e divulgada nas redes sociais como uma iniciativa de apoio ao voto 22. O site do projeto informa que usuários podem receber tokens ao compartilhar conteúdos da iniciativa e enviar os links das publicações para validação.
A página também afirma apoiar o voto 22, embora ressalve que o projeto não possui vínculo oficial com candidato, partido ou campanha e que a distribuição dos tokens não depende do voto ou da preferência eleitoral do participante.
Segundo a representação apresentada pela coligação, 120 milhões de unidades do B22 foram transferidas para uma carteira digital atribuída ao HypersKids , grupo infantil de dança de Uganda. Na sequência, o perfil do grupo no Instagram publicou conteúdo com crianças vestindo camisetas do token e pedindo votos para Flávio.
O perfil @hyperskidsafrica , que tem milhões de seguidores, aparece no próprio site do projeto como parceiro relacionado à iniciativa social em Uganda. O B22 informa que parte da estrutura do token está vinculada ao financiamento da construção de uma casa para o grupo em Kampala.
A representação cita ainda a possibilidade de investigação por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Até o momento, não há confirmação de vínculo oficial entre o token e a campanha de Flávio. O próprio site do B22 afirma que não é associado a candidato, partido ou campanha.
A segunda ação tem como alvo Pablo Marçal , que passou a apoiar Flávio durante o segundo turno. A coligação pede ao TSE a retirada de um vídeo publicado pelo empresário nas redes sociais.
Segundo a representação, a gravação utiliza trechos de uma conversa telefônica de 2016 entre Lula e Eduardo Paes e altera a sequência original das falas para dar a entender que o presidente teria feito uma ofensa dirigida aos evangélicos.
Na montagem, uma declaração de Lula aparece logo após Paes mencionar integrantes do Ministério Público que seriam religiosos. A edição acrescenta a interpretação de que o presidente estaria se referindo aos evangélicos.
A coligação sustenta que, na gravação original, Lula fazia referência aos procuradores envolvidos em investigações contra ele, e não aos fiéis de uma religião.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.