Um ano sem 'o homem encantado': Relembre legado deixado por mestre Damasceno
Mestre Damasceno Reprodução Nesta quarta-feira, 26 de agosto, completa 1 ano do falecimento de mestre Damasceno.
Símbolo de resistência e da força cultural da Ilha do Marajó, o artista faleceu no mesmo dia em que a capital Belém celebrava o ritmo que ele ajudou a eternizar: o carimbó.
Em reconhecimento ao seu legado, o Ministério da Cultura emitiu nota de pesar e o Governo do Pará decretou luto oficial.
Em seu velório e sepultamento, houve cortejos e a presença de um dos símbolos culturais marajoaras que ele fundou: o Búfalo-Bumbá.
Familiares e amigos próximos prestam homenagens nesta quarta no cemitério São Pedro, em Salvaterra, cidade marajoara onde o corpo de Damasceno Gregório dos Santos foi enterrado. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Mestre Damasceno morreu aos 71 anos após dias internado por pneumonia e insuficiência renal.
Ele havia sido diagnosticado com câncer em estado de metástase no pulmão, fígado e rins.
Em dezembro de 2025, um documentário foi lançado destacando sua vida, obra e seu legado.
Documentário destaca a vida e a obra de Mestre Damasceno Reinvenção da vida pela arte A trajetória de Damasceno foi marcada pela superação e pela reinvenção.
Após perder a visão aos 19 anos, ele transformou sua realidade por meio da arte, acumulando mais de 400 composições, seis álbuns gravados e prêmios nacionais.
De criador de manifestações folclóricas no interior da Amazônia a compositor de samba-enredo no carnaval carioca, sua obra foi declarada patrimônio cultural imaterial do Pará.
Ao longo de cinco décadas de arte, ele compôs centenas de canções que passeiam por ritmos como toada, lundu, chula e brega.
Em 2013, fundou o Conjunto de Carimbó Nativos Marajoara, grupo com o qual lançou quatro discos focados no carimbó "pau e corda".
Como pessoa com deficiência visual, Damasceno fez da inclusão uma prioridade.
Suas apresentações contavam com espaços de acessibilidade e oficinas para pessoas com deficiência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.