Warsh diz que inflação está alta demais e cita 3 razões para alta de yield de títulos
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizou nesta quarta-feira (16) que o banco central americano segue longe de declarar vitória no combate à inflação.
Durante coletiva após a decisão de política monetária, Warsh afirmou que a inflação continua em nível elevado e ressaltou que o foco predominante do Fed permanece na estabilidade de preços.
Segundo ele, os integrantes do Federal Open Market Committee (FOMC) concluíram que ainda não há confiança suficiente de que a inflação subjacente esteja convergindo para a meta de 2% em um prazo adequado.
“A inflação está alta demais e tem estado assim por tempo demais”, afirmou o dirigente.
Nesta quarta, o Federal Reserve elevou as taxas de juros nesta quarta-feira e sinalizou novos aumentos nos custos dos empréstimos nos próximos meses, com Warsh aderindo a uma decisão unânime que reconhece, na prática, a incapacidade do governo Trump, até o momento, de controlar a inflação.
Embora o presidente Donald Trump tivesse prometido reduzir os preços durante seu mandato, o impacto combinado de suas tarifas sobre importações globais, um choque energético após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã e os gastos de capital decorrentes do boom da inteligência artificial mantiveram as pressões sobre os preços intensas o suficiente para que o Fed sentisse a necessidade de elevar sua taxa básica de juros overnight em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
“A economia dos EUA parece estar se fortalecendo”, disse Warsh na coletiva após a decisão.
Ele acrescentou que indicadores importantes melhoraram nos últimos meses e que, nas sete semanas desde a última reunião do Fed, os dados econômicos mostraram uma economia mais robusta.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa tem leve recuo em meio à SuperQuarta Bolsas dos EUA avançam com atenção à decisão do Fed Segundo Warsh, justamente por causa dessa força subjacente da atividade, o banco central pode concentrar seus esforços no combate à inflação sem preocupação imediata com um enfraquecimento econômico.
O presidente do Fed também revelou que houve concordância dentro do comitê sobre a avaliação de que as condições financeiras atuais não são suficientemente restritivas para garantir o retorno da inflação à meta.
De acordo com ele, essa visão foi amplamente compartilhada pelos membros do FOMC.
“As tendências importam; dados pontuais são ruídos”, afirmou.
O dirigente lembrou ainda que, na reunião de julho, o comitê havia manifestado disposição para agir caso as condições justificassem uma mudança de rumo na política monetária.
No entanto, a avaliação atual é que as evidências acumuladas desde então não foram suficientes para garantir que a inflação caminha de forma consistente para 2%.
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