Como funciona o fax?
Em pleno 2026, com WhatsApp, e-mail e assinatura digital, parece estranho que alguém ainda mande papel pelo fio do telefone.
Mas o fax resiste, e o jeito como funciona é uma pequena aula de engenharia.
Tudo começa no scanner.
A folha é puxada por rolos e iluminada por uma luz, hoje geralmente LED, enquanto um sensor mede quanto brilho volta de cada ponto.
Áreas brancas refletem muita luz, e áreas escuras refletem quase nada.
A luz, portanto, não atravessa o papel, como muita gente imagina.
O resultado é uma grade de pontos, no padrão mais comum com cerca de 200 por polegada na horizontal e 100 na vertical.
Cada ponto vira preto ou branco, 1 ou 0, sem meio-termo e sem tons de cinza.
Enviar essa grade crua seria lento, então o fax a comprime.
Em vez de anotar “branco, branco, branco” centenas de vezes, ele registra algo como “300 pontos brancos seguidos”.
Como uma carta tem muito espaço vazio, a economia é enorme.
Aí entra o modem, que converte os bits em sons modulados.
Antes disso, porém, os dois aparelhos fazem aquele cumprimento barulhento que todo mundo reconhece.
Eles trocam tons para combinar a velocidade que a linha aguenta, que varia de 2.400 a 33.600 bits por segundo, dependendo do modelo e da qualidade da linha.
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