Nós cozinhamos e usamos IA para lavar a louça, diz CEO da maior editora do mundo
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É a primeira visita do presidente-executivo da Penguin Random House , o indiano Nihar Malaviya, ao Brasil —país onde sua empresa tem o controle majoritário da Companhia das Letras , editora com a maior fatia do mercado de livros hoje.
É um mercado cujo dinamismo e amplitude agradam o executivo de 51 anos, três deles à frente do principal conglomerado editorial do mundo. Foi isso que moveu seu périplo de duas semanas pelo Brasil —teve tempo até de ir às Cataratas do Iguaçu, mas veio sobretudo prestigiar o marco de 40 anos da Companhia .
Em 2011, a Penguin comprou uma participação de 45% da editora brasileira . Dois anos depois, se fundiu com o grupo Random House e tomou a dianteira da indústria de livros comerciais no mundo. Hoje, o grupo estrangeiro controla 85% das ações da Companhia das Letras, com os 15% restantes nas mãos do casal Luiz e Lilia Schwarcz, que fundou a editora em 1986 .
O Brasil, diz Malaviya, é um país com um segmento firme de leitores, mas a oportunidade de crescimento é ainda mais animadora, como ele afirma na entrevista de meia hora que topou dar à coluna na última sexta-feira (4), no bar de um hotel luxuoso no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo.
"É um país muito jovem, com um leque amplo de pessoas que ainda podem se tornar leitoras regulares", diz ele. "Não só pelo tamanho da população, mas também porque é um país muito diverso em todos os sentidos, de culturas a regiões geográficas, que se abre a muitos tipos diferentes de livros."
Malaviya é um homem baixo e discreto, do tipo que parece que ficaria em completo silêncio se não fosse provocado por perguntas —contraste com o perfil de pavão de seu antecessor, Markus Dohle , que saiu após o fracasso da fusão da Penguin com a Simon & Schuster , barrada pela Justiça dos Estados Unidos em 2022.
O atual CEO, indiano radicado nos Estados Unidos desde a infância, reforça que as editoras que o grupo controla pelo mundo —a Penguin Random House tem operação em mais de 20 países— tocam seu trabalho com autonomia.
"O que fazemos é criar diferentes fóruns globais, tanto para questões editoriais quanto de finanças, de cadeia de suprimentos, de tecnologia , de marketing, de vendas. As pessoas lidam com desafios parecidos pelo mundo, e nós nos reunimos regularmente para compartilhar conhecimento."
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Malaviya diz não enxergar a tecnologia como inimiga —aponta que um quarto da receita da Penguin vem da leitura digital, entre ebooks e audiolivros . No Brasil, a cifra desse mercado fica mais próxima de 10%. "Os negócios editoriais sempre usaram a tecnologia para continuar a tradição secular dos livros."
A inteligência artificial não é exceção. O editor se anima ao lembrar uma frase que surgiu em um dos fóruns de seu conglomerado. "Deixe a IA lavar a louça para que nós possamos focar mais em cozinhar."
"Publicamos em torno de 15 mil novos livros por ano. Cada um deles envolve centenas de decisões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.